<!-- Projetão · Quest #10 — Preparação para o Demoday · versão leve · projetao-ufpe.vercel.app -->

# Instruções para a IA

Você vai acompanhar um aluno do Projetão (CIn-UFPE) na quest abaixo.
Este arquivo é autocontido: tudo o que você precisa está aqui.

**Antes de produzir qualquer coisa:** pergunte o que a equipe já tem das quests anteriores,
e declare em voz alta o modo de IA desta quest.

**A regra que atravessa a disciplina:** não projetamos para nós mesmos, projetamos para os
outros. Toda afirmação sobre o usuário precisa de evidência de campo. Quando o aluno disser
"as pessoas querem X", pergunte quantas ele ouviu, quando, e o que disseram literalmente.
Se for suposição, diga isso — não ajude a fabricar justificativa bonita.

**Você não escreve a entrega no lugar do aluno.** Ele defende o resultado numa apresentação
semanal. Você pergunta, critica, organiza e devolve.

**Você não inventa dado de mercado, número de entrevista nem citação.**
Se falta evidência, o certo é dizer que falta. E você nunca escreve a fala de um
entrevistado que não existiu, nem "completa" uma entrevista curta.

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# Quest #10 — Preparação para o Demoday

> **Objetivo.** Organização do evento de lançamento e apresentação do projeto desenvolvido.

| | |
|---|---|
| **Modo de IA** | 🟡 com apoio no roteiro · 🟢 coprodução no material do evento — quem apresenta e defende é você |
| **Milestone** | **Pitch** |
| **Entrega** | roteiro de 8 minutos, plano de demonstração e material do evento |
| **Erro que mais custa** | começar pela equipe e pela tecnologia |

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## O que se prepara

Planejar como apresentar, demonstrar e **provocar impacto** no público, no primeiro contato dele com a solução. O objetivo é captar interesse e, possivelmente, futuros investidores.

A banca é composta por profissionais de atuação reconhecida no mercado — pessoas que **não acompanharam o projeto** e que vão formar juízo em 8 minutos.

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## O roteiro: siga a ordem das quests

A dica da própria disciplina, e ela é boa porque a metodologia já é um argumento:

> Quem é seu usuário/cliente? Qual o problema que o incomoda? Por que esse problema é relevante? Por que os concorrentes não o trataram adequadamente? Qual é a sua proposta única de valor? Como ela vai concretamente entregar esse valor?

Traduzido em minutos:

| Tempo | O quê | Vem da |
|---|---|---|
| 0:00–0:45 | **A pessoa e a cena.** Concreta, nomeada | Q1, Q4 |
| 0:45–1:45 | O problema e por que é relevante — **com evidência**, e a qual ODS ele responde | Q1, Q2 |
| 1:45–2:30 | Por que o que existe hoje não resolve | Q3 |
| 2:30–3:15 | A proposta única de valor, **em uma frase** | Q5 |
| 3:15–5:30 | **A demonstração** | Q6, Q8 |
| 5:30–6:30 | Que o negócio se paga: preço, custo, tração | Q7 |
| 6:30–7:15 | O que já funciona, o que não, e o que vem | Q8, Q9 |
| 7:15–8:00 | Pedido claro e fechamento | — |

A demonstração é o maior bloco. É ela que a banca lembra.

**A ordem que não funciona:** começar pela equipe e pela stack. Ninguém se importa com a sua tecnologia antes de se importar com o problema.

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## O que faz uma boa história de projeto

Cinco atributos, e eles viram checklist dos 8 minutos:

1. **Uma necessidade satisfeita no centro** — a narrativa central é sobre como uma ideia atende a uma necessidade de forma poderosa.
2. **Cada personagem com propósito**, e a história se desenrola envolvendo cada participante na ação.
3. **Convincente sem detalhe desnecessário.**
4. **Detalhe suficiente** para ancorar numa realidade plausível.
5. **Prova de que este time consegue realizar** — a plateia não pode ficar em dúvida sobre isso.

> O designer é um contador de histórias, e sua habilidade se mede pela capacidade de construir uma narrativa convincente, consistente e crível.
>
> — Tim Brown, *Change by Design*

**Dois momentos críticos: o começo e o fim.** No começo — a narrativa deve ter sido tecida ao longo do projeto, não montada na véspera. No fim — a história ganha tração quando a plateia a adota e a leva adiante.

E um argumento útil para enquadrar "o que ainda não funciona": a narrativa de design não é um arco fechado com começo, meio e fim arrumadinhos, mas uma **narrativa aberta** que engaja as pessoas e as encoraja a escrever a própria conclusão. **Final aberto é o formato correto, não uma desculpa.**

### Estruturas narrativas que funcionam num pitch

- **Jornada do usuário** — as etapas pelas quais alguém passa, do início ao fim da experiência. No caso clássico do trem de alta velocidade, a jornada tinha dez etapas e o passageiro só sentava no trem na oitava: sete oportunidades de valor teriam sido invisíveis se o time olhasse só a poltrona. **Coloque a jornada de antes e a de depois lado a lado** — é o slide mais eficiente do pitch.
- **Storyboard** — a sequência quadro a quadro, para garantir que a história se sustenta antes do trabalho de detalhe.
- **Cenário** — situação futura descrita com palavras e imagens, com um personagem plausível. Num caso conhecido, um vídeo curto seguindo um time fictício foi **muito mais eficaz para explicar o conceito a investidores** do que um documento técnico ou um deck.

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## As perguntas da entrega

1. **Como é o elevator pitch da solução?**
2. **Qual o nome comercial e o slogan?**
3. **Como e quanto o usuário pagará, e de que forma?**
4. **O que ainda não está implementado ou funcionando?**
5. **Como a solução será experimentada pelo público no Demoday?**
6. **O que a equipe precisará preparar para o evento?**

**A pergunta 4 parece perigosa e é o contrário.** Declarar o que não funciona é o que dá credibilidade ao que funciona. Banca experiente identifica o buraco sozinha; a diferença é se você o apresentou ou foi pego.

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## Falar de tração sem inventar número

A banca vai perguntar se alguém usa. Duas maneiras honestas de responder.

### O teste de product-market fit

Uma pergunta, aplicada à sua base de usuários:

> **"Como você se sentiria se não pudesse mais usar [produto]?"**
> — Muito decepcionado
> — Um pouco decepcionado
> — Não decepcionado (não é tão útil assim)
> — N/A — não uso mais

**O limiar:** se mais de **40%** respondem "muito decepcionado", há boa chance de se construir crescimento sustentável em cima de um produto que é *must-have*. O número saiu da comparação de resultados entre centenas de startups: acima de 40% conseguem escalar de forma sustentável; significativamente abaixo, sempre parecem sofrer.

**Duas ressalvas honestas**, que valem dizer à banca: a redação pode precisar de ajuste em contexto corporativo; e o teste pede amostra e segmentação — ele é melhor aplicado quando já se está perto do ajuste produto-mercado. **Ele ajuda a determinar se há tração inicial; não ajuda a conquistá-la.**

### Quando não dá para rodar a pesquisa

Use **retenção**: há tração inicial quando você retém 40% dos usuários ativados, mês após mês.

E a ordem que importa: **receita é a primeira forma de validação; retenção é a forma definitiva.**

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## Pitch de alto conceito

Destilação num *sound bite* memorável, no formato **"[referência conhecida] para/sem [torção]"**: *"Flickr para vídeo"*, *"Tubarão no espaço"*.

**Não é a PUV, e não vai na landing page** — há o risco de a referência ser desconhecida do público. Onde serve: como gancho memorável que ajuda quem ouviu a espalhar a ideia.

**A torção operacional:** ancore na ferramenta que **o interlocutor** já usa. Num Demoday, isso significa ancorar no que a banca conhece.

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## A apresentação

Da orientação da disciplina:

- **Escolha alguém que se sinta seguro e confiante.** Não é rodízio democrático.
- **Treine a fala para caber nos 8 minutos** — cronometrada, em voz alta, mais de uma vez. Quase toda equipe estoura no primeiro ensaio.
- **Slides bonitos, claros, limpos, sem excesso de texto.**
- **Prepare-se para demonstrar** ao público presente.

E o que os pitches gravados de edições anteriores mostram com regularidade: **quem lê o slide perde a banca; quem conta a história de uma pessoa concreta prende.** O ensaio que vale é o que tem alguém de fora assistindo — de preferência alguém que não sabe nada do projeto, para dizer em que minuto se perdeu.

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## A demonstração ao vivo

O maior risco do dia. Quatro regras:

1. **Tenha um plano B gravado.** Vídeo de 60 segundos da solução funcionando, pronto para rodar. Wi-fi de evento cai.
2. **Ensaie no ambiente**, se possível: luz, som, mesa, tomada, distância do público.
3. **Demonstre o caminho feliz.** Não é hora do caso extremo — é hora do valor sendo entregue.
4. **Defina quem faz o quê.** Uma pessoa fala, outra opera. As duas ao mesmo tempo dá errado.

E as diretrizes de demo que valem também aqui: precisa **parecer real** e usar **dados verossímeis**. Nada de *lorem ipsum* — dado plausível sustenta a narrativa.

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## Autodiagnóstico — milestone *Pitch*

Mede a clareza e o entendimento próprio sobre o que se apresenta: a comunicação será clara para quem não passou meses no projeto? Os alunos compreendem isso? Quanto esforço para tornar compreensível no primeiro contato?

- [ ] Alguém de fora assistiu ao ensaio e entendeu, **sem eu explicar depois**?
- [ ] Cabe em 8 minutos **cronometrados**?
- [ ] A demonstração tem plano B gravado?
- [ ] Digo claramente o que **não** está pronto?
- [ ] Existe um **pedido explícito** no final?
- [ ] O primeiro minuto fala de uma pessoa, ou da equipe e da tecnologia?
- [ ] Se me perguntarem "de onde veio esse número?", eu tenho a fonte?

Nível 2 típico: slides prontos, sem ensaio cronometrado, demo dependendo de wi-fi. Nível 4: roteiro na ordem das quests, ensaiado com plateia externa, demo com plano B, limitações declaradas, pedido claro.

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## Referências desta quest

| Arquivo | Quando |
|---|---|
| **Roteiro do pitch — Quest #10** (https://projetao-ufpe.vercel.app/baixar/colar/projetao-10.md) | Ao montar. Estrutura minuto a minuto, o que vai em cada bloco, os erros de ordem |
| **Tração e números — Quest #10** (https://projetao-ufpe.vercel.app/baixar/colar/projetao-10.md) | Ao falar de resultado. O teste de PMF, retenção, o que dizer quando não há número |
| **A demonstração — Quest #10** (https://projetao-ufpe.vercel.app/baixar/colar/projetao-10.md) | Ao preparar a demo. Regras, plano B, ensaio, montagem do espaço |
| **Autodiagnóstico — Quest #10** (neste arquivo) | Antes do evento |

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### Antes de registrar pessoas

| Arquivo | Quando |
|---|---|
| `../../metodo/consentimento.md` | Antes do Demoday. O que não vai para o slide, e o que fazer se você for cadastrar visitantes no evento |

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### Técnicas desta quest

Fichas curtas de consulta rápida. Abra quando o procedimento acima mencionar a técnica.

| Ficha | Para quê |
|---|---|
| **Jornada do Usuário** (https://projetao-ufpe.vercel.app/baixar/colar/projetao-10.md) | o slide antes-e-depois |
| **Brainstorm** (https://projetao-ufpe.vercel.app/baixar/colar/projetao-10.md) | gerar aberturas para o pitch |

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## Perguntas frequentes

**"E se o projeto não estiver pronto?"**
Apresente o que está, diga com precisão o que falta e por quê, e mostre o que aprendeu. Projeto incompleto apresentado com honestidade vai melhor com a banca do que projeto incompleto apresentado como se estivesse pronto — porque a segunda opção destrói a confiança em tudo o mais que você disse.

**"Podemos usar IA para gerar os slides e o roteiro?"**
Para estruturar e criticar, sim. Mas o pitch é o milestone que mede se **você** entende o que construiu. Roteiro que você não escreveu é roteiro que você não defende na pergunta da banca — e a pergunta vem.

**"Quanto tempo de ensaio?"**
No mínimo três passagens cronometradas, sendo a última com plateia externa. E ensaie a **transição** entre quem fala e quem opera a demo — é onde as apresentações quebram.

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## Referências de pitch da disciplina

Há dois pitches de edições anteriores usados como referência — **Blun** (Demoday CIn 2019.1) e **Potlatch** (Demoday CIn 2019.2), ambos com transcrição no material da disciplina. Assista aos dois com o roteiro acima na mão, marcando em que minuto cada bloco acontece.

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## Bibliografia desta quest

| Obra | O que ela dá para a Q10 |
|---|---|
| **Maurya — Running Lean** | Teste de product-market fit, retenção, pitch de alto conceito, regras da demo |
| **Brown — Change by Design** | Storytelling de projeto, jornada, storyboard, cenário, os dois momentos críticos |
| **Ries — A startup enxuta** | O que reportar como progresso: aprendizado, não funcionalidades |

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# Modo de IA — como esta disciplina trata o uso de inteligência artificial

Leia isto antes de trabalhar em qualquer quest. Vale para o aluno e para a IA que o acompanha.

## A premissa

**Todo aluno usa IA.** Não é concessão nem tolerância — é o ponto de partida da disciplina. Nenhuma atividade do Projetão é desenhada fingindo que a IA está fora da mesa.

Disso decorrem duas consequências que mudam o trabalho.

**A régua sobe.** Se a máquina faz em minutos o que antes levava uma semana, manter a mesma entrega é medir, com a régua de um mundo sem IA, um aluno que já vive em outro. Espera-se problema maior, escopo maior, sistema que funciona de verdade — não a mesma tarefa mais rápido.

**A avaliação muda de objeto.** Se a máquina fabrica o produto, avaliar o produto mede a máquina. O que se avalia é o caminho: como você chegou, o que descartou, por que confia. A pergunta deixa de ser *"o que você entregou?"* e passa a ser *"por que isso está certo?"*.

## Os três modos

Cada quest declara em que modo ela é feita.

⚠️ **O que é regra e o que é recomendação.** As regras publicadas da disciplina são as da página `avaliacoes` do site: modelo de maturidade, avaliação do projeto e avaliação 360°. Os três modos, o registro de trajetória, a regra do lastro e a pré-expectativa são **recomendações deste material**: práticas que a equipe pode adotar por conta própria para se proteger e trabalhar melhor. Antes de supor que a apresentação semanal cobra qualquer uma delas, confirme com o professor o que vale na sua turma.

Adotado ou não, o modo é útil pelo mesmo motivo: declarar antes onde a máquina entra é o que torna possível, depois, distinguir o que você fez do que ela fez.

### 🔴 Sem assistência

A IA fica de fora **de propósito**. É onde se forma o julgamento que depois vai ser usado para avaliar a máquina.

No Projetão isso cobre principalmente **a ida a campo**: observar, entrevistar, escutar. Não há como terceirizar o contato com o usuário — e é exatamente esse contato que a disciplina existe para ensinar.

*Se você é a IA e o aluno está num trecho sem assistência:* recuse-se a produzir o conteúdo. Ajude a preparar antes (roteiro, o que observar) e a organizar depois (o que ele trouxe), nunca a substituir a ida.

### 🟡 Com apoio

A IA **explica, aponta, questiona e critica — não entrega.** Ela pode dizer que um argumento está fraco; não pode escrever o argumento forte.

É o modo padrão da maior parte das quests. O aluno produz, a IA contesta.

*Se você é a IA:* devolva perguntas antes de devolver texto. Quando o aluno pedir "escreve pra mim", ofereça a crítica do que ele já tem. Se ele não tem nada, ajude a estruturar como começar — não comece por ele.

### 🟢 Coprodução

A IA **gera e o aluno verifica, decide e responde.** É o modo em que se treina a competência nova: dar à máquina as ferramentas e as fronteiras certas, gerir o contexto, avaliar um sistema que não responde duas vezes do mesmo jeito.

Aqui a IA pode produzir bastante. O que não muda é a responsabilidade: o aluno assina, defende e responde pelo que aceitou.

*Se você é a IA:* gere alternativas, não uma resposta única. Explicite as premissas que você assumiu. Aponte onde você pode estar errado. Facilite a verificação — não a dispense.

## O que se avalia: discernimento

Olhar o que a máquina fez e saber se presta. Quebrado em partes observáveis:

| | O que é | Como aparece numa quest |
|---|---|---|
| **Especificação** | Define o critério de aceitação **antes** de gerar | Diz o que uma boa resposta precisa ter antes de pedir à IA |
| **Verificação** | Cria o teste que separa o correto do plausível | Confere o dado de mercado na fonte, não no resumo |
| **Depuração** | Localiza a causa, não o sintoma | Descobre por que a entrevista não rendeu, não só que não rendeu |
| **Risco** | Identifica falha de segurança, privacidade, viés | Nota que a amostra só ouviu quem já usa a solução |
| **Trade-off** | Compara alternativas com critério explícito | Justifica por que descartou duas das três oportunidades |
| **Calibração** | Declara o quanto confia, e muda diante de evidência | Diz "esse número é estimativa grosseira" quando é |
| **Transferência** | Resolve problema novo sem depender da conversa anterior | Aplica a técnica numa situação que a IA não viu |
| **Responsabilidade** | Explica o que aceitou, o que recusou e o que ainda não sabe | Sustenta a entrega na arguição |

## O registro de trajetória

Toda entrega de quest vem acompanhada de um registro curto — **meia página basta**:

1. **Modo** em que a quest foi feita, e onde você saiu dele (se saiu).
2. **O que a IA gerou e você descartou** — e por quê. Este é o item mais informativo dos quatro.
3. **O que você verificou** e como. Que afirmação você foi conferir na fonte?
4. **O que ainda não sabe.** Incerteza declarada não tira ponto; incerteza escondida, sim.

Não é burocracia de controle. É o material sobre o qual a nota é formada — e o único jeito de o mérito do aluno aparecer quando o artefato poderia ter saído de qualquer lugar.

## O que a disciplina não faz

- **Não usa escore de detector de IA como prova.** Detectores erram de forma desigual: num teste com redações do **TOEFL** escritas por humanos, sete detectores classificaram como geradas por IA **61%** das redações de quem não é falante nativo de inglês, contra **5%** das de nativos (Liang, Yuksekgonul, Mao, Wu & Zou, *GPT detectors are biased against non-native English writers*, arXiv:2304.02819, 2023 — publicado em *Patterns*). ⚠️ O estudo mede texto em inglês; não há medida equivalente para português, e um contra-estudo do ETS com detectores mais recentes encontra viés menor (Jiang, Bosch, Attali & LaFlair, *Do AI detectors discriminate against non-native English writers?*, ETS Research, 2024). O ponto que sustenta a decisão não depende do número exato: **detector produz suspeita, não prova**, e o erro não se distribui por igual.
- **Não trata declaração de não-uso como mecanismo de controle.** Além de não ser cumprida pela maioria, expõe justamente quem declara com honestidade.

O que substitui os dois é mais trabalhoso e é o que forma: avaliar o processo e o raciocínio.

## Duas obrigações que valem nos dois sentidos

**Acesso.** Assumir que todo aluno usa IA e deixar cada um arcar sozinho com a ferramenta converteria capacidade de pagamento em desempenho. A disciplina se compromete a viabilizar acesso por modelos gratuitos, quotas e parcerias. Se você está sem acesso, isso é problema da disciplina, não seu — avise.

**Custo.** Use o modelo adequado à tarefa, não o maior por reflexo, e declare a escolha quando ela for relevante. Formar alguém para usar bem uma tecnologia inclui formá-lo para perguntar quanto ela custa — e não apenas em dinheiro.

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*Baseado no manifesto do Porto Digital sobre formação em tecnologia na era da IA (Residência Tecnológica, 2026). A adoção no Projetão está em curso: o que funcionar e o que não funcionar será medido e publicado.*

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# Consentimento e dados de terceiros

Este material manda você fotografar pessoas em campo, gravar entrevistas, gravar tela de teste de usabilidade e registrar nome e contato de quem foi ouvido. Tudo isso é **dado de outra pessoa**. Ela não é sua colega de equipe nem parte do projeto: ela cedeu meia hora do dia dela.

O que segue é o mínimo para que a coleta seja honesta. Não é assessoria jurídica, e não substitui o que o professor ou o comitê de ética da instituição determinar. Se o seu projeto envolve **saúde, crianças e adolescentes, população em situação de vulnerabilidade, dados de pessoas identificáveis em contexto sensível ou qualquer forma de dado que possa expor alguém**, pare aqui e pergunte ao professor antes de ir a campo.

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## A regra curta

**Pergunte antes, em voz alta, e aceite o não.**

Três frases, ditas no começo da conversa, resolvem a maior parte dos casos:

> "Sou aluno da UFPE, estou fazendo um trabalho de disciplina sobre *[tema]*. Posso te fazer umas perguntas por uns 20 minutos?"
>
> "Posso gravar só o áudio, para eu não perder nada? Fica com a minha equipe e com o professor da disciplina, que confere o trabalho; ninguém mais ouve, e eu apago no fim do semestre."
>
> "Se em algum momento você quiser parar, ou quiser que eu tire alguma coisa, é só falar."

Se a pessoa hesitar na segunda, **não grave** — anote. Uma entrevista anotada vale mais que uma gravação que a pessoa cedeu constrangida.

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## O que muda conforme o registro

| Registro | O que fazer |
|---|---|
| **Anotação escrita** | Avise que está anotando. Não registre nome completo se não precisar dele. |
| **Áudio** | Peça na hora, com a gravação **ainda desligada**. Comece a gravação pedindo de novo, agora gravado: assim o consentimento fica no próprio arquivo. |
| **Foto de pessoa identificável** | Peça. Se for espaço público e a pessoa não é o assunto (multidão, movimento do lugar), enquadre de modo que ela não seja identificável. |
| **Foto de lugar, objeto, fila, cartaz** | Livre, desde que não capture rosto, documento nem tela com dado de alguém. |
| **Foto de gambiarra** | **Peça.** Gambiarra quase sempre documenta alguém contornando uma regra do próprio trabalho — o exemplo canônico da disciplina é discutir caso clínico por WhatsApp. A pessoa é identificável pelo contexto mesmo sem aparecer, e a foto pode custar o emprego dela. Fotografe só com permissão, e descreva sem nomear o local se houver qualquer risco. |
| **Vídeo ou gravação de tela em teste de usabilidade** | Peça explicitamente e diga o que vai ser gravado (a tela e a voz, não o rosto — é o padrão, e basta). |
| **Nome e contato** | Só colete se você **vai** usar: para voltar a falar com a pessoa, ou para o professor conferir. Guarde separado das respostas. |

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## Observação em espaço público

Observar o movimento de uma praça, de uma fila, de um ginásio não exige pedir permissão a cada pessoa — mas exige três cuidados:

1. **Não registre rosto, placa, crachá, documento ou tela alheia** sem pedir.
2. **Se alguém perguntar o que você está fazendo, responda a verdade.** Você é aluno, está fazendo um trabalho, e vai embora. Observador que se esconde perde o direito de estar ali.
3. **Se o lugar tem dono ou responsável** — comércio, escola, posto de saúde, empresa —, apresente-se a ele antes. Entrar sem avisar e depois ser descoberto queima o campo para você e para as próximas turmas.

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## Campo virtual

A Q1 diz que **espaço virtual conta**, e boa parte das técnicas tem versão à distância. As regras mudam:

| Situação | O que fazer |
|---|---|
| **Observar comunidade online** (grupo, fórum, comentários) | Ler é uma coisa; **reproduzir** é outra. Não cole print com nome de usuário, foto de perfil ou texto que identifique alguém. Parafraseie, ou peça autorização à pessoa. Grupo fechado não é espaço público: entrar para pesquisar sem dizer a que veio é o mesmo que observar escondido. |
| **Chamada de vídeo** | Peça para gravar **antes** de apertar o botão, e de novo já gravando. Diga se o rosto entra ou só a voz. Ferramenta que transcreve sozinha também é gravação: avise. |
| **Teste de usabilidade remoto** | Grave tela e voz, não a câmera. Lembre a pessoa de fechar aba, notificação e qualquer coisa pessoal antes de compartilhar a tela — a responsabilidade de avisar é sua. |
| **Formulário** | Não peça dado que você não vai usar. Se pedir e-mail ou telefone, diga para quê, e não torne obrigatório. |
| **Print de conversa** (WhatsApp, chat) | É dado de duas pessoas, não de uma. Peça às duas, ou tarje. |

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## A pessoa pode mudar de ideia depois

Consentimento não é assinatura que encerra o assunto. Se a pessoa procurar você depois da conversa e pedir para retirar o que disse, ou apagar a gravação, **atenda** — mesmo que já esteja na entrega. Diga isso a ela no começo:

> "Se depois você quiser que eu tire alguma coisa, me avisa que eu tiro."

Guarde um jeito de encontrar o material dela: se você não sabe qual gravação é de quem, não consegue cumprir a promessa.

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## E a lei

No Brasil vale a **LGPD** (Lei 13.709/2018). Você não precisa virar especialista, mas três noções mudam decisões concretas:

- **Dado pessoal** é o que identifica alguém — nome, telefone, e-mail, imagem, voz, e também o que identifica **por combinação** ("o enfermeiro do turno da noite daquele posto").
- **Dado sensível** — saúde, origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação sindical, vida sexual, biometria — tem regra mais estrita. Se o seu projeto encosta nisso, fale com o professor **antes** de coletar.
- **Finalidade e prazo:** você coleta para o trabalho da disciplina, e apaga no fim do semestre. Usar depois para outra coisa — um artigo, uma startup, um portfólio — é outra finalidade e exige pedir de novo.

⚠️ Isto é orientação de bolso, não parecer jurídico. Em dúvida, pergunte ao professor.

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## Quem não pode consentir sozinho

- **Menores de 18 anos:** o consentimento é de quem responde por eles. Se o seu projeto é sobre adolescentes, isso não é detalhe de execução — é uma restrição de escopo que muda o cronograma. Fale com o professor **antes da Q1**.
- **Pessoa em situação de dependência em relação a você** (seu funcionário, seu aluno, alguém que espera algo de você): o "sim" dela não é livre. Procure outra pessoa.
- **Pessoa que não entendeu o que você pediu.** Se você não conseguiu explicar em duas frases o que vai fazer com o material, o problema é seu, não dela.

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## Enquanto o material existe

- **Guarde no lugar da equipe, não no seu celular pessoal** — e num lugar em que quem saiu da equipe deixa de ter acesso.
- **Não publique bruto.** Nem no repositório do projeto, nem no slide do Demoday, nem no grupo da turma. Na apresentação vai o **achado**, não a gravação; se for indispensável mostrar um trecho, peça de novo à pessoa, especificamente para isso.
- **Anonimize na entrega.** "Jorge, 53 anos, usuário do parque" é persona. "Jorge Silva, (81) 9xxxx-xxxx, mora na rua tal" é dado pessoal e não entra em documento que circula.
- **Apague no fim do semestre.** Diga isso à pessoa no começo, e depois cumpra.

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## O que a IA não faz aqui

Este é um ponto em que a máquina não ajuda, e tentar usá-la piora:

- **Não peça à IA que invente a fala de um entrevistado**, nem para "completar" uma entrevista curta. Se você tem cinco minutos de conversa e precisa de vinte, volte a campo.
- **Não cole gravação nem transcrição com nome, contato ou dado de saúde de terceiro** numa ferramenta de IA sem saber o que ela faz com aquilo. Anonimize antes: troque nomes por iniciais, tire telefone e endereço.
- **Transcrever e organizar o que a pessoa disse** é uso legítimo (🟡 com apoio). **Escrever o que ela teria dito** não é uso: é invenção de evidência, e é o erro que mais desqualifica um projeto.

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## O teste de uma frase

Antes de registrar qualquer coisa, pergunte-se:

> **Se essa pessoa visse depois o que eu guardei, e onde guardei, ela se sentiria enganada?**

Se a resposta for "talvez", peça de novo — agora explicando a parte que você não explicou.

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## Fontes

- **IDEO**, *HCD Toolkit* (pt-BR) — a fase *Ouvir*: apresentar-se, explicar o propósito e pedir permissão antes de registrar
- **Holtzblatt, Wendell & Wood**, *Rapid Contextual Design* — o acordo explícito com o participante no começo da sessão de indagação contextual
- **Steve Krug**, *Não me faça pensar* / *Rocket Surgery Made Easy* — a prática de gravar tela e voz, não rosto, e de avisar o participante do que está sendo gravado. Krug vai além e prescreve um **formulário de autorização de gravação, assinado antes da sessão**; num trabalho de disciplina o pedido verbal gravado costuma bastar, mas se a sessão vai ser gravada em vídeo, ou o material pode sair da equipe, use o formulário
- **Lei 13.709/2018 (LGPD)** — as noções de dado pessoal, dado sensível, finalidade e prazo
- ⚠️ O restante deste arquivo é **orientação da disciplina**, não regra publicada no site do Projetão nem parecer jurídico. Em projeto que envolva população vulnerável ou dado sensível, a palavra final é do professor e do comitê de ética da instituição.

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# Autodiagnóstico — Quest #10

Faça este exercício **antes** do evento, depois do primeiro ensaio cronometrado e antes do último. Ele é o mesmo que o mentor vai fazer depois — e boa parte dele é o que a banca vai fazer no dia.

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## A escala

O milestone da Q10 é **Pitch**. Ele mede a clareza e o entendimento próprio sobre o que se apresenta: a comunicação será clara para quem não passou meses no projeto? Os alunos compreendem isso? Quanto esforço é preciso para tornar aquilo compreensível no primeiro contato?

| Nível | Significado |
|---|---|
| **0** | O critério ainda não aparece. |
| **1** | Já aparece, mas sem clareza nem coerência. |
| **2** | Falta clareza **ou** falta coerência. A resposta ainda está no terreno da insegurança. |
| **3** | Coerente, mas ainda não totalmente claro. Resta uma parcela de incerteza. |
| **4** | Claro e coerente com toda a proposta. Ainda cabe aperfeiçoar, mas a equipe responde com segurança. |
| **5** | Perfeitamente alinhado ao conjunto. As respostas são sólidas. |

**Nível 2 típico:** slides prontos, sem ensaio cronometrado, demo dependendo do Wi-fi do evento. **Nível 4:** roteiro na ordem das quests, ensaiado com plateia externa, demo com plano B gravado, limitações declaradas, pedido claro.

O salto que trava a maioria na Q10 é o **2 → 3**, e ele quase nunca é sobre design de slide: é sobre a equipe não ter descoberto ainda que **ninguém na banca sabe do que se trata**. Entender uma solução para a qual não se tem referência prévia é mais difícil que o normal — o que parece óbvio para quem está imerso produz percepção completamente diferente em quem tem o primeiro contato.

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## Rubrica por dimensão

### 1. Estrutura do roteiro

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|---|---|
| **2** | Começa pela equipe e pela stack; a solução aparece antes do problema. |
| **3** | Ordem correta, mas os blocos não têm tempo atribuído e o roteiro não foi cronometrado por bloco. |
| **4** | Ordem das quests, com tempo por bloco, e a demonstração como maior bloco. Cada bloco tem um propósito declarado. |
| **5** | O acima, com a jornada de antes e a de depois lado a lado, e com o retorno explícito à pessoa do minuto zero no fechamento. |

### 2. A pessoa e a evidência

| | |
|---|---|
| **2** | Abertura com dado de mercado ou com adjetivo ("problema gigantesco"). |
| **3** | Há uma pessoa citada, mas genérica ("o estudante brasileiro"). |
| **4** | Pessoa concreta, com nome e cena, vinda da observação de campo; **um** dado externo com fonte, ano e link, aberto e conferido. |
| **5** | O acima, com o reconhecimento explícito de onde o dado não cobre o que a equipe observou. |

### 3. Demonstração

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|---|---|
| **2** | Demo ao vivo, sem ensaio no ambiente, dependendo da rede do evento. Dados de teste na tela. |
| **3** | Demo ensaiada, mas sem plano B, ou com plano B que ninguém testou. |
| **4** | Caminho feliz, dados verossímeis, conta já povoada e logada, **plano B gravado em arquivo local**, uma pessoa fala e outra opera. |
| **5** | O acima, com uma passagem de ensaio inteira feita pelo plano B, e com o ambiente de demonstração congelado na semana do evento. |

### 4. Números

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|---|---|
| **2** | Percentual sem base, ou número de cadastros apresentado como tração. |
| **3** | Números corretos, mas sem definição de "usuário ativo" nem período. |
| **4** | Todo número com base, período, definição e origem; o instrumento nomeado (teste de Sean Ellis ou retenção) e suas limitações declaradas. |
| **5** | O acima, e a equipe responde a "de onde veio esse número?" sem consultar nada. |

### 5. Honestidade sobre o que falta

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|---|---|
| **2** | Nada é dito, ou o que falta aparece só quando a banca pergunta. |
| **3** | "Ainda estamos ajustando algumas coisas." |
| **4** | Bloco próprio, com o que está pronto, o que não está, **por quê**, e o que vem em seguida com data. |
| **5** | O acima, enquadrado como narrativa aberta: o que a banca ou um parceiro poderia fazer para levar aquilo adiante. |

### 6. Entrega e material do evento

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|---|---|
| **2** | Nome comercial e slogan improvisados na véspera; nada preparado além dos slides. |
| **3** | Material feito, mas sem definição de quem faz o quê no dia. |
| **4** | Nome, slogan, elevator pitch, forma de cobrança e plano de como o público vai experimentar a solução, com papéis do dia distribuídos. |
| **5** | O acima, com a mesa desenhada, o que fica com o visitante definido, e **como os contatos coletados serão registrados**. |

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## Checklist rápido

- [ ] O primeiro minuto fala de uma pessoa, ou da equipe e da tecnologia?
- [ ] A solução aparece só depois de o problema estar estabelecido?
- [ ] Cabe em 8 minutos **cronometrados**, em voz alta?
- [ ] A demonstração é o maior bloco?
- [ ] Existe um **pedido explícito** no final, e ele é específico?
- [ ] Existe plano B gravado, **em arquivo local**, e alguém já ensaiou a passagem inteira com ele?
- [ ] Os dados na tela são verossímeis, ou são "Teste 1" e *lorem ipsum*?
- [ ] A conta já está logada e povoada, ou vamos cadastrar na frente da banca?
- [ ] Uma pessoa fala e outra opera, e as duas ensaiaram juntas?
- [ ] Se me perguntarem "de onde veio esse número?", eu tenho a fonte — para **cada** número na tela?
- [ ] Todo percentual tem a base absoluta ao lado, e "usuário ativo" está definido?
- [ ] Algum número no slide é métrica de vaidade — total de cadastros, total de acessos?
- [ ] Digo claramente o que **não** está pronto, **por quê**, e o que vem depois?
- [ ] Alguém de fora assistiu e entendeu, **sem eu explicar depois** — e disse em que minuto se perdeu?
- [ ] Ensaiamos a transição entre quem fala e quem opera, e as três perguntas duras?

**Sinal de alerta:** se a equipe precisa explicar o pitch depois de apresentá-lo a alguém de fora, o pitch ainda não está pronto — a explicação posterior é o conteúdo que faltava dentro dos 8 minutos.

**Segundo sinal:** se o roteiro foi escrito na semana do evento, do zero, a narrativa não foi tecida ao longo do projeto. Ela pode ainda ser boa; mas confira se cada afirmação dela tem uma quest anterior por trás. A que não tiver é a que a banca vai perguntar.

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## Registro de trajetória (modo de IA)

Meia página, entregue junto. Ver `metodo/modo-ia.md` para o racional.

1. **Modo** em que a quest foi feita, e onde você saiu dele.
   *A Q10 é 🟡 com apoio. Para estruturar e criticar o roteiro, a IA rende. Mas o pitch é o milestone que mede se você entende o que construiu: roteiro que você não escreveu é roteiro que você não defende na pergunta da banca — e a pergunta vem.*

2. **O que a IA gerou e você descartou — e por quê.**
   *Típico da Q10: a IA devolve um roteiro com adjetivos de marketing e uma projeção de mercado. Descartar a projeção e trocar o adjetivo por um comportamento observado é o comportamento esperado.*

3. **O que você verificou, e como.**
   *Típico da Q10: o dado externo do bloco de relevância. Diga qual afirmação você foi conferir na fonte primária, e o que encontrou.*

4. **O que ainda não sabe.**

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## Como o mentor e a banca vão ler

Cinco perguntas que aparecem com regularidade. Se você tem resposta para as cinco, está em 4:

1. **"Para quem é isso, exatamente?"** Se a resposta cresce enquanto você fala, o segmento não está fechado.
2. **"De onde veio esse número?"** Vale para o dado de relevância e para o de tração. Se a resposta for "vi numa matéria", a pergunta seguinte é qual matéria, e a seguinte é qual a fonte dela.
3. **"O que não funciona?"** Você já respondeu no bloco de 6:30 — então a resposta é "como eu disse". Se a banca precisou perguntar, o bloco não existiu ou não foi claro.
4. **"Por que a pessoa não continua fazendo do jeito que faz hoje?"** É a Q3 voltando: a alternativa existente, inclusive a gambiarra, e por que ela falha para esta pessoa.
5. **"Quem já usou?"** Nome, número e período. Ver `tracao-e-numeros.md` para o que dizer quando ainda não há.

**Uma nota sobre projeto incompleto.** Apresentar o que está pronto, dizer com precisão o que falta e por quê, e mostrar o que foi aprendido vai melhor com a banca do que apresentar um projeto incompleto como se estivesse pronto — porque a segunda opção destrói a confiança em tudo o mais que você disse.

Divergência entre a sua auto-avaliação e a leitura do mentor é informação útil, não constrangimento.

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> Versão leve. As referências completas desta quest estão em
> https://projetao-ufpe.vercel.app/baixar/colar/projetao-10.md
