<!-- Projetão · Quest #7 — Modelo de Receita · versão leve · projetao-ufpe.vercel.app -->

# Instruções para a IA

Você vai acompanhar um aluno do Projetão (CIn-UFPE) na quest abaixo.
Este arquivo é autocontido: tudo o que você precisa está aqui.

**Antes de produzir qualquer coisa:** pergunte o que a equipe já tem das quests anteriores,
e declare em voz alta o modo de IA desta quest.

**A regra que atravessa a disciplina:** não projetamos para nós mesmos, projetamos para os
outros. Toda afirmação sobre o usuário precisa de evidência de campo. Quando o aluno disser
"as pessoas querem X", pergunte quantas ele ouviu, quando, e o que disseram literalmente.
Se for suposição, diga isso — não ajude a fabricar justificativa bonita.

**Você não escreve a entrega no lugar do aluno.** Ele defende o resultado numa apresentação
semanal. Você pergunta, critica, organiza e devolve.

**Você não inventa dado de mercado, número de entrevista nem citação.**
Se falta evidência, o certo é dizer que falta. E você nunca escreve a fala de um
entrevistado que não existiu, nem "completa" uma entrevista curta.

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# Quest #7 — Modelo de Receita

> **Objetivo.** Apresentar um modelo de receita e a estratégia de atração.

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|---|---|
| **Modo de IA** | 🟡 com apoio · 🔴 sem assistência na pesquisa de preço com clientes |
| **Milestones** | **Modelo de receitas**, **Estratégias de tração**, **Tração efetiva** |
| **Entrega** | custos, funil ARM e preço validado com gente de verdade |
| **Erro que mais custa** | subsidiar o lado errado da plataforma |

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## O recorte

**Modelo de negócio** é o esquema de como o empreendimento obtém os recursos para funcionar, atender clientes e se manter competitivo. Ele vem sendo definido ao longo das quests.

Aqui o foco é apenas o **modelo de receitas**: como o produto pode ser remunerado, de forma a pelo menos cobrir seus custos. **E ele deve ser validado com os clientes** — não estimado em reunião.

Uma nota estrutural que ajuda: no canvas de negócio, os custos são **resultado** dos demais blocos, não uma escolha independente. Receita, por sua vez, resulta de propostas de valor entregues com sucesso. Se o seu modelo de receita não conversa com a PUV da Q5, um dos dois está errado.

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## Funil ARM

**A**quisição → **R**etenção → **M**onetização.

A ordem importa e é contraintuitiva para quem está com pressa: **retenção vem antes de monetização.** Produto que não retém não monetiza — só troca de cliente para sempre, e o custo de aquisição come a margem.

> Se você não sabe dizer quantos dos seus usuários voltariam na semana seguinte, você não sabe se tem negócio.

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## As perguntas da entrega

1. **Quais as atividades-chave do seu negócio?**
2. **Qual a estrutura de custos?**
3. **Aquisição: como os clientes vão ficar sabendo da solução?**
4. **Retenção: como manter os clientes fiéis?**
5. **Monetização: quais as possíveis fontes de financiamento e recursos?**
6. **Perguntar aos clientes** — as quatro perguntas de preço
7. **Qual o potencial de escala?**
8. **Que influências o modelo de negócios tem no MVP?**

A pergunta 8 fecha o laço e é frequentemente esquecida: descobrir o modelo de receita **muda o produto**. Se o seu MVP saiu da Q6 idêntico ao que entra na Q8, você não levou a sério a pergunta de preço.

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## Plataforma multilateral — o caso mais comum, e o erro clássico

Projeto de Projetão quase sempre nasce com **quem usa não paga**. Isso tem nome: plataforma multilateral, que reúne dois ou mais grupos de clientes **distintos mas interdependentes**. A plataforma ganha valor à medida que atrai mais usuários — o efeito de rede.

É comum atrair um lado com uma proposta barata ou gratuita, para depois atrair o outro. E aí moram dois problemas estruturais:

**1. O dilema do ovo e da galinha.** O valor da plataforma para um grupo depende do número de usuários do outro lado. Console sem jogos não vende; ninguém faz jogo para console sem base.

**2. Subsidiar o lado errado.** A dificuldade central é entender **qual lado subsidiar** e como precificar. O caso de fracasso é conhecido: um fabricante subsidiou cada console vendido esperando lucrar depois com royalties de jogos — e o plano falhou porque vendeu-se menos jogo do que o estimado.

### As quatro perguntas de teste

Se o seu projeto é de dois lados, responda estas quatro na entrega:

1. Conseguimos atrair número suficiente de clientes de **cada** lado?
2. Qual lado é mais sensível a preço?
3. Esse lado pode ser atraído por uma oferta subsidiada?
4. O outro lado gera receita suficiente para **cobrir** o subsídio?

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## Os padrões de modelo de negócio

Reconhecer em qual padrão você está evita reinventar (mal) o que já tem forma conhecida.

| Padrão | Mecanismo | Exemplo |
|---|---|---|
| **Desagregado** | Separar os três negócios que têm economias diferentes: relacionamento com cliente, inovação de produto e infraestrutura | Banco que separa a plataforma transacional e fica só com assessoria |
| **Cauda longa** | Vender menos de mais: muitos nichos, cada um vendendo pouco. Exige estoque barato e plataforma forte | Editora sob demanda: o fracasso de um título é irrelevante, porque não gera custo |
| **Plataforma multilateral** | Dois lados interdependentes; um subsidia o outro | Buscador que lucra com anunciantes subsidiando duas outras pontas |
| **Grátis — anúncio** | Um lado atrai com conteúdo gratuito; o outro paga por espaço | Jornal gratuito distribuído em pontos de alto fluxo |
| **Grátis — freemium** | Básico grátis, premium pago | Serviço em que mais de 90% dos usuários usam a versão gratuita |
| **Grátis — isca-e-anzol** | Oferta inicial atraente ou gratuita que induz compras futuras | Aparelho subsidiado com assinatura; cabo barato e lâminas caras |
| **Aberto** | Criar e capturar valor colaborando sistematicamente com terceiros | Programa que mirou metade das inovações vindas de parceiros externos |

**Sobre freemium**, a métrica que importa é a **taxa de conversão de conta grátis para paga**. E a estrutura de custo é tripartite: custo fixo alto, custo marginal baixíssimo do gratuito, custo separado do premium.

**Sobre isca-e-anzol**, o ponto crítico é o *lock-in*: sem barreira, o concorrente vende a lâmina mais barata para o seu cabo.

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## Precificação

### Os mecanismos

| Preço fixo | Preço dinâmico |
|---|---|
| **Lista** — preço fixo por produto | **Negociação** — depende do poder de barganha |
| **Por atributo** — número ou qualidade de features | **Yield management** — depende de estoque e momento (recursos perecíveis) |
| **Por segmento** — tipo de cliente | **Mercado em tempo real** — oferta e demanda |
| **Por volume** — função da quantidade | **Leilão** — lances competitivos |

E sete formas de gerar receita: venda de ativo, taxa de uso, assinatura, aluguel/leasing, licenciamento, corretagem e publicidade.

### A posição normativa que contraria o instinto

> **Se você pretende cobrar pelo seu produto, cobre desde o primeiro dia.** — Ash Maurya

Três razões:

- **O preço é parte do produto.** Duas garrafas d'água indistinguíveis em teste cego, uma a 50 centavos e outra a 2 reais: o preço muda a percepção do produto.
- **O preço define seus clientes.** O que você cobra sinaliza quem você quer atrair.
- **Ser pago é a primeira forma de validação.** Conseguir que alguém dê dinheiro é uma das ações mais difíceis que você pode pedir.

### Ancoragem

Derive o preço inicial das **alternativas existentes** que você levantou na Q3 — elas são as âncoras contra as quais a sua oferta será medida. Se as alternativas são gratuitas, seu produto precisa prometer e entregar valor suficiente para superar o "de graça".

### As quatro perguntas de preço

> ⚠️ **Origem.** Estas quatro perguntas são **material próprio da disciplina** — não constam de nenhuma das obras da bibliografia. A orientação dos livros vai no sentido oposto: *diga* o preço e meça a reação, em vez de perguntar quanto a pessoa pagaria. Use as quatro para **abrir** a conversa e obter uma faixa; feche com o preço dito, como descrito acima. Não as cite como se fossem de Maurya ou de Osterwalder.

Faça **aos clientes** — 🔴 sem assistência modo sem assistência, é a campo:

1. Qual o **menor preço** abaixo do qual você **duvidaria da qualidade**?
2. Qual o **maior preço** que você pagaria?
3. Qual preço **não é alto demais, mas faria você pensar duas vezes**?
4. Qual o **preço ideal** para você?

O conjunto dá uma **faixa**, não um número. A pergunta 1 é a que mais surpreende: equipe de estudante tende a subprecificar por insegurança, e preço baixo demais destrói percepção de valor.

**Sequência de validação:** primeiro meça o que o cliente **diz** (compromisso verbal). Depois meça o que ele **faz** (pré-reserva, sinal, lista de espera com cartão). O preço certo é aquele que o cliente aceita **com um pouco de resistência**.

### Contra o freemium prematuro

Objeções ao freemium como ponto de partida, todas relevantes para um semestre: conversões de 0,5% a 5% geram ciclos de validação longos demais; o foco migra de retenção para cadastros; a razão sinal-ruído do feedback cai; e **usuário gratuito não é gratuito** — custa servidor, suporte e funcionalidade.

Recomendação: comece pelo "premium do freemium", com faixa única e teste gratuito por tempo, que força a decisão. O plano grátis vem depois.

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## Custos — as duas omissões que a banca cobra

**O custo do seu próprio trabalho.** Se você não coloca salário na conta, o negócio "se paga" no papel e não se paga na vida. Use um valor-hora plausível.

**O ponto de equilíbrio.** Custos ÷ margem por cliente = quantos clientes você precisa. Esse número é o teste de realidade do projeto inteiro: se dá 40 mil clientes no primeiro ano, ou o preço, ou o segmento, ou o custo está errado.

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## Os três motores de crescimento

Escolha **um**. O motor é o mecanismo pelo qual a startup alcança crescimento sustentável.

| Motor | Mecanismo | Métrica-chave | Condição |
|---|---|---|---|
| **Pegajoso** | alta retenção, baixo abandono | taxa de abandono | aquisição > abandono |
| **Viral** | indicação como efeito colateral do uso | coeficiente viral | coeficiente > 1 |
| **Pago** | reinvestir parte da receita em aquisição | valor do cliente e custo de aquisição | valor > custo (regra prática: 3×) |

**Por que não perseguir os três:** é importante focar num só primeiro, o de maior potencial dado o seu caminho até os clientes. A escolha certa costuma ser não óbvia, porque a maioria dos produtos exibe traços dos três.

Guia rápido: viralidade **implícita no uso** → motor viral; uso recorrente → comece reduzindo abandono; produto de uso único e não viral (fotógrafo de casamento, advogado) → sua única aposta é o motor pago.

E antes de qualquer motor: **valide suas métricas de valor.** Focar em escalar antes de demonstrar tração inicial é desperdício.

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## Métrica de vaidade × métrica acionável

> **Métrica acionável é a que liga ações específicas e repetíveis a resultados observados.** — Ash Maurya, a partir de Ries

O oposto são as métricas de vaidade, que só documentam o estado atual sem dizer como você chegou lá nem o que fazer a seguir.

**Bandeira vermelha:** quando os números não vão a lugar nenhum além de para cima, mês após mês.

| Vaidade | Acionável |
|---|---|
| Visitas no site | Aquisição: visitante → vê a página de cadastro |
| Downloads | Ativação: primeira experiência gratificante |
| Total acumulado de cadastros | Retenção: uso repetido |
| Contagem bruta que só sobe | Receita: eventos que fazem você ser pago |
| — | Indicação: referências convertidas |

Detalhe que importa: visitas e downloads não são inúteis — são **sub-funis** de uma macro-métrica. O erro é reportar o sub-funil como resultado.

Os três critérios: métricas devem ser **acionáveis, acessíveis e auditáveis**.

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## Tração — os dois milestones que a quest alimenta

- **Estratégias de tração:** como a equipe se aproxima e constitui um grupo de usuários afoitos.
- **Tração efetiva:** a transformação em negócio real, com divulgação e promoção.

Concretamente, para um semestre: **quem são as 10 primeiras pessoas que vão usar isso, você já falou com elas, e o que elas precisam ver para experimentar?** Canal com nome e pessoa vale mais que "redes sociais".

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## Referências desta quest

| Arquivo | Quando |
|---|---|
| **Modelos de negócio — Quest #7** (https://projetao-ufpe.vercel.app/baixar/colar/projetao-07.md) | Ao escolher o padrão. Os nove blocos, os cinco padrões, plataforma multilateral em detalhe |
| **Precificação — Quest #7** (https://projetao-ufpe.vercel.app/baixar/colar/projetao-07.md) | Ao definir preço. Mecanismos, ancoragem, as quatro perguntas, freemium |
| **Métricas e tração — Quest #7** (https://projetao-ufpe.vercel.app/baixar/colar/projetao-07.md) | Ao medir. Motores de crescimento, vaidade × acionável, o funil |
| **Autodiagnóstico — Quest #7** (neste arquivo) | Antes de entregar |

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### Técnicas desta quest

Fichas curtas de consulta rápida. Abra quando o procedimento acima mencionar a técnica.

| Ficha | Para quê |
|---|---|
| **Usuário afoito (*early adopter*)** (https://projetao-ufpe.vercel.app/baixar/colar/projetao-07.md) | a base que sustenta a tração |
| **Entrevistas** (https://projetao-ufpe.vercel.app/baixar/colar/projetao-07.md) | como perguntar preço |
| **Percepção de Valor** (https://projetao-ufpe.vercel.app/baixar/colar/projetao-07.md) | por que o preço é parte do produto |

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## Perguntas frequentes

**"Nosso projeto é social / não visa lucro. Preciso desta quest?"**
Sim, e ela fica mais difícil. Sustentabilidade financeira não é sinônimo de lucro: a pergunta é como a operação se paga — edital, contrapartida pública, patrocínio, cliente institucional que paga pelo usuário que não pode pagar. Projeto social sem modelo de sustentação acaba quando a disciplina acaba.

**"Podemos deixar o preço para depois?"**
Pode, mas você está adiando a validação da parte mais arriscada do modelo — e ficando sem o sinal mais forte que existe. Facilitar o "sim" torna o "sim" barato demais para significar algo.

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## Bibliografia desta quest

| Obra | O que ela dá para a Q7 |
|---|---|
| **Osterwalder & Pigneur — Business Model Generation** | Os nove blocos, os cinco padrões, mecanismos de precificação |
| **Maurya — Running Lean** | Cobrar desde o dia 1, ancoragem, métricas acionáveis, motores de crescimento |
| **Ries — A startup enxuta** | Os três motores, contabilidade da inovação, métricas de vaidade |
| **Anderson — A cauda longa** | Economia de nicho, preço variável, o poder da gratuidade |
| **Norman — O design do dia a dia** · **Krug — Não me faça pensar** | Bibliografia oficial da quest no site |

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# Modo de IA — como esta disciplina trata o uso de inteligência artificial

Leia isto antes de trabalhar em qualquer quest. Vale para o aluno e para a IA que o acompanha.

## A premissa

**Todo aluno usa IA.** Não é concessão nem tolerância — é o ponto de partida da disciplina. Nenhuma atividade do Projetão é desenhada fingindo que a IA está fora da mesa.

Disso decorrem duas consequências que mudam o trabalho.

**A régua sobe.** Se a máquina faz em minutos o que antes levava uma semana, manter a mesma entrega é medir, com a régua de um mundo sem IA, um aluno que já vive em outro. Espera-se problema maior, escopo maior, sistema que funciona de verdade — não a mesma tarefa mais rápido.

**A avaliação muda de objeto.** Se a máquina fabrica o produto, avaliar o produto mede a máquina. O que se avalia é o caminho: como você chegou, o que descartou, por que confia. A pergunta deixa de ser *"o que você entregou?"* e passa a ser *"por que isso está certo?"*.

## Os três modos

Cada quest declara em que modo ela é feita.

⚠️ **O que é regra e o que é recomendação.** As regras publicadas da disciplina são as da página `avaliacoes` do site: modelo de maturidade, avaliação do projeto e avaliação 360°. Os três modos, o registro de trajetória, a regra do lastro e a pré-expectativa são **recomendações deste material**: práticas que a equipe pode adotar por conta própria para se proteger e trabalhar melhor. Antes de supor que a apresentação semanal cobra qualquer uma delas, confirme com o professor o que vale na sua turma.

Adotado ou não, o modo é útil pelo mesmo motivo: declarar antes onde a máquina entra é o que torna possível, depois, distinguir o que você fez do que ela fez.

### 🔴 Sem assistência

A IA fica de fora **de propósito**. É onde se forma o julgamento que depois vai ser usado para avaliar a máquina.

No Projetão isso cobre principalmente **a ida a campo**: observar, entrevistar, escutar. Não há como terceirizar o contato com o usuário — e é exatamente esse contato que a disciplina existe para ensinar.

*Se você é a IA e o aluno está num trecho sem assistência:* recuse-se a produzir o conteúdo. Ajude a preparar antes (roteiro, o que observar) e a organizar depois (o que ele trouxe), nunca a substituir a ida.

### 🟡 Com apoio

A IA **explica, aponta, questiona e critica — não entrega.** Ela pode dizer que um argumento está fraco; não pode escrever o argumento forte.

É o modo padrão da maior parte das quests. O aluno produz, a IA contesta.

*Se você é a IA:* devolva perguntas antes de devolver texto. Quando o aluno pedir "escreve pra mim", ofereça a crítica do que ele já tem. Se ele não tem nada, ajude a estruturar como começar — não comece por ele.

### 🟢 Coprodução

A IA **gera e o aluno verifica, decide e responde.** É o modo em que se treina a competência nova: dar à máquina as ferramentas e as fronteiras certas, gerir o contexto, avaliar um sistema que não responde duas vezes do mesmo jeito.

Aqui a IA pode produzir bastante. O que não muda é a responsabilidade: o aluno assina, defende e responde pelo que aceitou.

*Se você é a IA:* gere alternativas, não uma resposta única. Explicite as premissas que você assumiu. Aponte onde você pode estar errado. Facilite a verificação — não a dispense.

## O que se avalia: discernimento

Olhar o que a máquina fez e saber se presta. Quebrado em partes observáveis:

| | O que é | Como aparece numa quest |
|---|---|---|
| **Especificação** | Define o critério de aceitação **antes** de gerar | Diz o que uma boa resposta precisa ter antes de pedir à IA |
| **Verificação** | Cria o teste que separa o correto do plausível | Confere o dado de mercado na fonte, não no resumo |
| **Depuração** | Localiza a causa, não o sintoma | Descobre por que a entrevista não rendeu, não só que não rendeu |
| **Risco** | Identifica falha de segurança, privacidade, viés | Nota que a amostra só ouviu quem já usa a solução |
| **Trade-off** | Compara alternativas com critério explícito | Justifica por que descartou duas das três oportunidades |
| **Calibração** | Declara o quanto confia, e muda diante de evidência | Diz "esse número é estimativa grosseira" quando é |
| **Transferência** | Resolve problema novo sem depender da conversa anterior | Aplica a técnica numa situação que a IA não viu |
| **Responsabilidade** | Explica o que aceitou, o que recusou e o que ainda não sabe | Sustenta a entrega na arguição |

## O registro de trajetória

Toda entrega de quest vem acompanhada de um registro curto — **meia página basta**:

1. **Modo** em que a quest foi feita, e onde você saiu dele (se saiu).
2. **O que a IA gerou e você descartou** — e por quê. Este é o item mais informativo dos quatro.
3. **O que você verificou** e como. Que afirmação você foi conferir na fonte?
4. **O que ainda não sabe.** Incerteza declarada não tira ponto; incerteza escondida, sim.

Não é burocracia de controle. É o material sobre o qual a nota é formada — e o único jeito de o mérito do aluno aparecer quando o artefato poderia ter saído de qualquer lugar.

## O que a disciplina não faz

- **Não usa escore de detector de IA como prova.** Detectores erram de forma desigual: num teste com redações do **TOEFL** escritas por humanos, sete detectores classificaram como geradas por IA **61%** das redações de quem não é falante nativo de inglês, contra **5%** das de nativos (Liang, Yuksekgonul, Mao, Wu & Zou, *GPT detectors are biased against non-native English writers*, arXiv:2304.02819, 2023 — publicado em *Patterns*). ⚠️ O estudo mede texto em inglês; não há medida equivalente para português, e um contra-estudo do ETS com detectores mais recentes encontra viés menor (Jiang, Bosch, Attali & LaFlair, *Do AI detectors discriminate against non-native English writers?*, ETS Research, 2024). O ponto que sustenta a decisão não depende do número exato: **detector produz suspeita, não prova**, e o erro não se distribui por igual.
- **Não trata declaração de não-uso como mecanismo de controle.** Além de não ser cumprida pela maioria, expõe justamente quem declara com honestidade.

O que substitui os dois é mais trabalhoso e é o que forma: avaliar o processo e o raciocínio.

## Duas obrigações que valem nos dois sentidos

**Acesso.** Assumir que todo aluno usa IA e deixar cada um arcar sozinho com a ferramenta converteria capacidade de pagamento em desempenho. A disciplina se compromete a viabilizar acesso por modelos gratuitos, quotas e parcerias. Se você está sem acesso, isso é problema da disciplina, não seu — avise.

**Custo.** Use o modelo adequado à tarefa, não o maior por reflexo, e declare a escolha quando ela for relevante. Formar alguém para usar bem uma tecnologia inclui formá-lo para perguntar quanto ela custa — e não apenas em dinheiro.

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*Baseado no manifesto do Porto Digital sobre formação em tecnologia na era da IA (Residência Tecnológica, 2026). A adoção no Projetão está em curso: o que funcionar e o que não funcionar será medido e publicado.*

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# Consentimento e dados de terceiros

Este material manda você fotografar pessoas em campo, gravar entrevistas, gravar tela de teste de usabilidade e registrar nome e contato de quem foi ouvido. Tudo isso é **dado de outra pessoa**. Ela não é sua colega de equipe nem parte do projeto: ela cedeu meia hora do dia dela.

O que segue é o mínimo para que a coleta seja honesta. Não é assessoria jurídica, e não substitui o que o professor ou o comitê de ética da instituição determinar. Se o seu projeto envolve **saúde, crianças e adolescentes, população em situação de vulnerabilidade, dados de pessoas identificáveis em contexto sensível ou qualquer forma de dado que possa expor alguém**, pare aqui e pergunte ao professor antes de ir a campo.

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## A regra curta

**Pergunte antes, em voz alta, e aceite o não.**

Três frases, ditas no começo da conversa, resolvem a maior parte dos casos:

> "Sou aluno da UFPE, estou fazendo um trabalho de disciplina sobre *[tema]*. Posso te fazer umas perguntas por uns 20 minutos?"
>
> "Posso gravar só o áudio, para eu não perder nada? Fica com a minha equipe e com o professor da disciplina, que confere o trabalho; ninguém mais ouve, e eu apago no fim do semestre."
>
> "Se em algum momento você quiser parar, ou quiser que eu tire alguma coisa, é só falar."

Se a pessoa hesitar na segunda, **não grave** — anote. Uma entrevista anotada vale mais que uma gravação que a pessoa cedeu constrangida.

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## O que muda conforme o registro

| Registro | O que fazer |
|---|---|
| **Anotação escrita** | Avise que está anotando. Não registre nome completo se não precisar dele. |
| **Áudio** | Peça na hora, com a gravação **ainda desligada**. Comece a gravação pedindo de novo, agora gravado: assim o consentimento fica no próprio arquivo. |
| **Foto de pessoa identificável** | Peça. Se for espaço público e a pessoa não é o assunto (multidão, movimento do lugar), enquadre de modo que ela não seja identificável. |
| **Foto de lugar, objeto, fila, cartaz** | Livre, desde que não capture rosto, documento nem tela com dado de alguém. |
| **Foto de gambiarra** | **Peça.** Gambiarra quase sempre documenta alguém contornando uma regra do próprio trabalho — o exemplo canônico da disciplina é discutir caso clínico por WhatsApp. A pessoa é identificável pelo contexto mesmo sem aparecer, e a foto pode custar o emprego dela. Fotografe só com permissão, e descreva sem nomear o local se houver qualquer risco. |
| **Vídeo ou gravação de tela em teste de usabilidade** | Peça explicitamente e diga o que vai ser gravado (a tela e a voz, não o rosto — é o padrão, e basta). |
| **Nome e contato** | Só colete se você **vai** usar: para voltar a falar com a pessoa, ou para o professor conferir. Guarde separado das respostas. |

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## Observação em espaço público

Observar o movimento de uma praça, de uma fila, de um ginásio não exige pedir permissão a cada pessoa — mas exige três cuidados:

1. **Não registre rosto, placa, crachá, documento ou tela alheia** sem pedir.
2. **Se alguém perguntar o que você está fazendo, responda a verdade.** Você é aluno, está fazendo um trabalho, e vai embora. Observador que se esconde perde o direito de estar ali.
3. **Se o lugar tem dono ou responsável** — comércio, escola, posto de saúde, empresa —, apresente-se a ele antes. Entrar sem avisar e depois ser descoberto queima o campo para você e para as próximas turmas.

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## Campo virtual

A Q1 diz que **espaço virtual conta**, e boa parte das técnicas tem versão à distância. As regras mudam:

| Situação | O que fazer |
|---|---|
| **Observar comunidade online** (grupo, fórum, comentários) | Ler é uma coisa; **reproduzir** é outra. Não cole print com nome de usuário, foto de perfil ou texto que identifique alguém. Parafraseie, ou peça autorização à pessoa. Grupo fechado não é espaço público: entrar para pesquisar sem dizer a que veio é o mesmo que observar escondido. |
| **Chamada de vídeo** | Peça para gravar **antes** de apertar o botão, e de novo já gravando. Diga se o rosto entra ou só a voz. Ferramenta que transcreve sozinha também é gravação: avise. |
| **Teste de usabilidade remoto** | Grave tela e voz, não a câmera. Lembre a pessoa de fechar aba, notificação e qualquer coisa pessoal antes de compartilhar a tela — a responsabilidade de avisar é sua. |
| **Formulário** | Não peça dado que você não vai usar. Se pedir e-mail ou telefone, diga para quê, e não torne obrigatório. |
| **Print de conversa** (WhatsApp, chat) | É dado de duas pessoas, não de uma. Peça às duas, ou tarje. |

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## A pessoa pode mudar de ideia depois

Consentimento não é assinatura que encerra o assunto. Se a pessoa procurar você depois da conversa e pedir para retirar o que disse, ou apagar a gravação, **atenda** — mesmo que já esteja na entrega. Diga isso a ela no começo:

> "Se depois você quiser que eu tire alguma coisa, me avisa que eu tiro."

Guarde um jeito de encontrar o material dela: se você não sabe qual gravação é de quem, não consegue cumprir a promessa.

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## E a lei

No Brasil vale a **LGPD** (Lei 13.709/2018). Você não precisa virar especialista, mas três noções mudam decisões concretas:

- **Dado pessoal** é o que identifica alguém — nome, telefone, e-mail, imagem, voz, e também o que identifica **por combinação** ("o enfermeiro do turno da noite daquele posto").
- **Dado sensível** — saúde, origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação sindical, vida sexual, biometria — tem regra mais estrita. Se o seu projeto encosta nisso, fale com o professor **antes** de coletar.
- **Finalidade e prazo:** você coleta para o trabalho da disciplina, e apaga no fim do semestre. Usar depois para outra coisa — um artigo, uma startup, um portfólio — é outra finalidade e exige pedir de novo.

⚠️ Isto é orientação de bolso, não parecer jurídico. Em dúvida, pergunte ao professor.

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## Quem não pode consentir sozinho

- **Menores de 18 anos:** o consentimento é de quem responde por eles. Se o seu projeto é sobre adolescentes, isso não é detalhe de execução — é uma restrição de escopo que muda o cronograma. Fale com o professor **antes da Q1**.
- **Pessoa em situação de dependência em relação a você** (seu funcionário, seu aluno, alguém que espera algo de você): o "sim" dela não é livre. Procure outra pessoa.
- **Pessoa que não entendeu o que você pediu.** Se você não conseguiu explicar em duas frases o que vai fazer com o material, o problema é seu, não dela.

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## Enquanto o material existe

- **Guarde no lugar da equipe, não no seu celular pessoal** — e num lugar em que quem saiu da equipe deixa de ter acesso.
- **Não publique bruto.** Nem no repositório do projeto, nem no slide do Demoday, nem no grupo da turma. Na apresentação vai o **achado**, não a gravação; se for indispensável mostrar um trecho, peça de novo à pessoa, especificamente para isso.
- **Anonimize na entrega.** "Jorge, 53 anos, usuário do parque" é persona. "Jorge Silva, (81) 9xxxx-xxxx, mora na rua tal" é dado pessoal e não entra em documento que circula.
- **Apague no fim do semestre.** Diga isso à pessoa no começo, e depois cumpra.

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## O que a IA não faz aqui

Este é um ponto em que a máquina não ajuda, e tentar usá-la piora:

- **Não peça à IA que invente a fala de um entrevistado**, nem para "completar" uma entrevista curta. Se você tem cinco minutos de conversa e precisa de vinte, volte a campo.
- **Não cole gravação nem transcrição com nome, contato ou dado de saúde de terceiro** numa ferramenta de IA sem saber o que ela faz com aquilo. Anonimize antes: troque nomes por iniciais, tire telefone e endereço.
- **Transcrever e organizar o que a pessoa disse** é uso legítimo (🟡 com apoio). **Escrever o que ela teria dito** não é uso: é invenção de evidência, e é o erro que mais desqualifica um projeto.

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## O teste de uma frase

Antes de registrar qualquer coisa, pergunte-se:

> **Se essa pessoa visse depois o que eu guardei, e onde guardei, ela se sentiria enganada?**

Se a resposta for "talvez", peça de novo — agora explicando a parte que você não explicou.

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## Fontes

- **IDEO**, *HCD Toolkit* (pt-BR) — a fase *Ouvir*: apresentar-se, explicar o propósito e pedir permissão antes de registrar
- **Holtzblatt, Wendell & Wood**, *Rapid Contextual Design* — o acordo explícito com o participante no começo da sessão de indagação contextual
- **Steve Krug**, *Não me faça pensar* / *Rocket Surgery Made Easy* — a prática de gravar tela e voz, não rosto, e de avisar o participante do que está sendo gravado. Krug vai além e prescreve um **formulário de autorização de gravação, assinado antes da sessão**; num trabalho de disciplina o pedido verbal gravado costuma bastar, mas se a sessão vai ser gravada em vídeo, ou o material pode sair da equipe, use o formulário
- **Lei 13.709/2018 (LGPD)** — as noções de dado pessoal, dado sensível, finalidade e prazo
- ⚠️ O restante deste arquivo é **orientação da disciplina**, não regra publicada no site do Projetão nem parecer jurídico. Em projeto que envolva população vulnerável ou dado sensível, a palavra final é do professor e do comitê de ética da instituição.

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# Autodiagnóstico — Quest #7

Faça este exercício **antes** de entregar. É o mesmo que o mentor vai fazer depois.

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## Os milestones que abrem aqui

A Q7 alimenta três dos 13 milestones: **Modelo de receitas**, **Estratégias de tração** e **Tração efetiva**. A aprovação exige nível 4 em todos.

| Nível | Significado |
|---|---|
| **0** | O critério ainda não aparece. |
| **1** | Já aparece, mas sem clareza nem coerência. |
| **2** | Falta clareza **ou** falta coerência com o resto. A resposta ainda está no terreno da insegurança. |
| **3** | Coerente, mas ainda não totalmente claro. Resta uma parcela de incerteza. |
| **4** | Claro e coerente com toda a proposta. A equipe responde com segurança. |
| **5** | Perfeitamente alinhado ao conjunto. As respostas são sólidas. |

O salto 3 → 4 tem, aqui, um nome preciso: sair de *"nosso modelo é freemium"* para *"dissemos R$ X a doze pessoas do lado que paga, três aceitaram, uma hesitou, e o ponto de equilíbrio é de N clientes"*.

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## Rubrica — milestone Modelo de receitas

### 1. Atividades-chave e custos

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|---|---|
| **2** | Custos listados como "hospedagem e domínio". |
| **3** | Custos fixos e variáveis separados, mas sem o trabalho da equipe. |
| **4** | Atividades-chave nomeadas; custos derivados delas, **incluindo horas da equipe a um valor-hora plausível**; fixos e variáveis separados. |
| **5** | O acima, com a estrutura declarada como orientada a custo ou a valor, e a coerência disso com a PUV da Q5 demonstrada. |

### 2. Fontes de receita

| | |
|---|---|
| **2** | Uma linha genérica ("anúncios"), sem base e sem preço. |
| **3** | A fonte se encaixa numa das sete formas conhecidas, mas não há preço nem quem paga. |
| **4** | Cada fonte tem: quem paga, por qual valor, mecanismo de preço e valor numérico; e ela nasce de um segmento específico, não do produto em geral. |
| **5** | O acima, com fontes secundárias identificadas e **deliberadamente adiadas**, com o motivo do adiamento. |

### 3. Preço validado

| | |
|---|---|
| **2** | O preço saiu de uma reunião da equipe. |
| **3** | Perguntou-se aos clientes quanto pagariam, e usou-se a média. |
| **4** | O preço foi **dito** ao cliente e a reação medida, com registro de hesitação por pessoa; a âncora usada está nomeada e vem das alternativas existentes da Q3. |
| **5** | O acima, com uma segunda rodada em preço mais alto após ausência de resistência, e ao menos um compromisso que custou algo ao cliente. |

### 4. Padrão e plataforma

| | |
|---|---|
| **2** | O modelo é descrito sem nome e sem estrutura. |
| **3** | O padrão foi nomeado (freemium, plataforma, isca-e-anzol), mas sem as implicações. |
| **4** | O padrão está nomeado **e** suas condições estão respondidas: no freemium, custo do usuário gratuito e taxa de conversão; no isca-e-anzol, a barreira que sustenta o *lock-in*; na plataforma, as **quatro perguntas** de subsídio. |
| **5** | O acima, com o padrão alternativo que foi considerado e por que foi descartado. |

### 5. Ponto de equilíbrio e escala

| | |
|---|---|
| **2** | Não há conta. |
| **3** | Há uma projeção de receita de três anos, sem base. |
| **4** | Custos ÷ margem por cliente, resultando num **número de clientes**, com a leitura honesta desse número diante do segmento definido na Q4. |
| **5** | O acima, com a análise de qual variável — preço, custo ou segmento — teria de mudar e em quanto, se o número for inviável. |

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## Rubrica — milestone Estratégias de tração

### 6. Aquisição

| | |
|---|---|
| **2** | "Redes sociais e boca a boca." |
| **3** | Canais listados por categoria, sem nome nem custo. |
| **4** | Cada canal tem **nome próprio, pessoa de contato ou lugar concreto**, e uma estimativa de custo — inclusive o custo humano dos canais ditos gratuitos. |
| **5** | O acima, com um canal já testado e o resultado numérico do teste. |

### 7. As 10 primeiras pessoas

| | |
|---|---|
| **2** | O usuário afoito é descrito por demografia genérica. |
| **3** | Há uma lista de perfis, mas ninguém foi contatado. |
| **4** | Existe uma lista **nominal** de pelo menos dez pessoas, todas já contatadas, com o registro do que cada uma precisa ver para experimentar. |
| **5** | O acima, com pelo menos três delas já usando ou com compromisso firmado. |

### 8. Retenção

| | |
|---|---|
| **2** | Retenção não foi tratada, ou foi tratada como "fidelizar o cliente". |
| **3** | Há ideias de retenção, sem definição do que conta como usuário ativo. |
| **4** | **Usuário ativo está definido** por uma ação representativa do produto, não por login; e há um plano de como medi-la. |
| **5** | O acima, com dado real de retorno de ao menos uma coorte. |

### 9. Escolha do motor de crescimento

| | |
|---|---|
| **2** | Nenhum motor escolhido, ou os três citados juntos. |
| **3** | Um motor foi escolhido, mas sem justificativa pelo padrão de uso. |
| **4** | Um motor escolhido, justificado pelo **caminho do produto até os clientes**, com a métrica-chave e a condição de crescimento explícitas. |
| **5** | O acima, com os outros dois analisados e descartados por razão nomeada. |

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## Rubrica — milestone Tração efetiva

### 10. Métricas em uso

| | |
|---|---|
| **2** | Só números brutos acumulados. |
| **3** | Há funil, mas reportado por sub-funil (visitas, downloads) como se fosse resultado. |
| **4** | O funil de cinco etapas está instrumentado; os números passam nos três A — a equipe sabe dizer a causa, explicar em unidades de pessoas e chegar à lista por trás do número. |
| **5** | O acima, com pelo menos duas coortes comparadas e a variação entre elas explicada por uma ação datada. |

### 11. Evidência de uso real

| | |
|---|---|
| **2** | Nenhum usuário fora da equipe. |
| **3** | Usuários de teste, sem uso espontâneo. |
| **4** | Pessoas de fora usaram por vontade própria, e há registro de quantas voltaram. |
| **5** | O acima, com pelo menos uma transação real — pagamento, pré-reserva ou compromisso equivalente à natureza do projeto. |

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## Checklist rápido

- [ ] O trabalho da minha equipe está na conta de custos?
- [ ] Sei dizer, em número, quantos clientes preciso para me pagar?
- [ ] Disse o preço a alguém de fora da equipe — e anotei quem hesitou?
- [ ] Se o projeto é de dois lados, respondi qual lado é mais sensível a preço, com dado?
- [ ] O lado que subsidiei é o que hesita, ou o que já viria de graça?
- [ ] Meu canal tem nome de pessoa ou de lugar?
- [ ] Consigo listar dez pessoas pelo nome que vão usar isso?
- [ ] Defini o que conta como usuário ativo, sem usar "login"?
- [ ] Escolhi **um** motor de crescimento — ou estou perseguindo os três?
- [ ] Algum número da minha apresentação é sub-funil apresentado como resultado?
- [ ] O modelo de receita mudou alguma coisa no MVP — ou a pergunta 8 ficou em branco?

**Sinal de alerta:** se o modelo de receita da Q7 não alterou nada no que vai ser construído na Q8, ou a resposta é irrelevante para o produto — o que é improvável — ou a pergunta não foi levada a sério.

**Segundo sinal:** se o preço nunca encontrou resistência em nenhuma conversa, ele está baixo, e a validação ainda não aconteceu.

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## Registro de trajetória (modo de IA)

Meia página, entregue junto. Ver `metodo/modo-ia.md` para o racional.

1. **Modo em que a quest foi feita, e onde você saiu dele.**
   *Na Q7, o trabalho é 🟡 com apoio e a pesquisa de preço é 🔴 sem assistência. Se algum número de custo ou de mercado veio da IA sem verificação, diga.*

2. **O que a IA gerou e você descartou — e por quê.**
   *Típico da Q7: a IA propõe um modelo de receita plausível e completo em segundos, quase sempre freemium ou marketplace. Esse texto é hipótese. Se vocês o trocaram depois de falar com quem paga, esse é o registro mais valioso da quest.*

3. **O que você verificou, e como.**
   *Típico da Q7: preços de alternativas existentes, custos de infraestrutura, tamanho de mercado. Diga em que fonte você conferiu e o que encontrou de diferente.*

4. **O que ainda não sabe.**
   *Exemplos honestos: "não conseguimos falar com nenhum comprador do lado que paga"; "o custo de suporte por usuário é um chute".*

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## Como o mentor vai ler

Quatro perguntas frequentes na apresentação da Q7. Se você responde às quatro, está em 4.

1. **"Quem paga, e quanto?"**
   Resposta fraca: "o modelo é freemium". Resposta forte: o nome do segmento pagante, o valor, e o que aconteceu quando vocês disseram esse valor a ele.

2. **"Quantos clientes vocês precisam para se pagar?"**
   Se não houver número, a conversa não avança. Se houver e ele for implausível, dizer isso em voz alta vale mais do que defendê-lo.

3. **"Quem são as dez primeiras pessoas?"**
   Nomes. "Estudantes do CIn" não é resposta.

4. **"Que número vocês olham toda semana, e o que ele fez mudar?"**
   É o teste que separa métrica acionável de painel decorativo.

Divergência entre a sua auto-avaliação e a leitura do mentor é informação útil, não constrangimento.

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> Versão leve. As referências completas desta quest estão em
> https://projetao-ufpe.vercel.app/baixar/colar/projetao-07.md
