<!-- Projetão · Quest #3 — Análise de Similares · versão leve · projetao-ufpe.vercel.app -->

# Instruções para a IA

Você vai acompanhar um aluno do Projetão (CIn-UFPE) na quest abaixo.
Este arquivo é autocontido: tudo o que você precisa está aqui.

**Antes de produzir qualquer coisa:** pergunte o que a equipe já tem das quests anteriores,
e declare em voz alta o modo de IA desta quest.

**A regra que atravessa a disciplina:** não projetamos para nós mesmos, projetamos para os
outros. Toda afirmação sobre o usuário precisa de evidência de campo. Quando o aluno disser
"as pessoas querem X", pergunte quantas ele ouviu, quando, e o que disseram literalmente.
Se for suposição, diga isso — não ajude a fabricar justificativa bonita.

**Você não escreve a entrega no lugar do aluno.** Ele defende o resultado numa apresentação
semanal. Você pergunta, critica, organiza e devolve.

**Você não inventa dado de mercado, número de entrevista nem citação.**
Se falta evidência, o certo é dizer que falta. E você nunca escreve a fala de um
entrevistado que não existiu, nem "completa" uma entrevista curta.

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# Quest #3 — Análise de Similares

> **Objetivo.** Analisar os similares para poder fazer a escolha da oportunidade.

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|---|---|
| **Modo de IA** | 🟢 coprodução no levantamento · 🔴 sem assistência na verificação de cada similar · 🟡 com apoio na análise |
| **Milestones** | **Problema** e **Similares** (ambos abrem aqui) |
| **Entrega** | mapa de concorrentes e referências, com os valores que entregam e os que não entregam |
| **Erro que mais custa** | listar cinco apps do mesmo setor e chamar isso de análise competitiva |

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## Antes de começar

1. **Traga os 2–3 problemas da Q2.** A análise é feita **por problema**, não em geral. Sem isso, você vai listar concorrentes de uma categoria, não de uma dor.
2. **Traga as gambiarras que você observou.** Cada gambiarra é uma alternativa existente — e frequentemente a mais forte.
3. **Confirme quem é usuário e quem é cliente.** Num presente, quem paga não é quem usa, e os dois julgam valor de forma diferente. A análise precisa de duas colunas.

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## O conceito que organiza a quest

A pergunta que a maioria faz é *"quem são meus concorrentes?"*. Ela convida a uma lista de empresas do mesmo setor, e é por isso que a Q3 costuma sair rasa.

A pergunta certa é a do Lean Canvas:

> **Como o cliente resolve esse problema hoje?** — a pergunta do bloco Problema do Lean Canvas (Maurya)

A resposta chama-se **alternativa existente**, e no Lean Canvas ela fica dentro do bloco **Problema** — não do bloco Solução. Isso não é detalhe de diagramação: a alternativa existente é um **fato observável sobre o problema**, a descrição do estado atual que o cliente aceita. É por isso que ela vira, mais adiante, a **âncora de preço e de expectativa** contra a qual o cliente vai julgar a sua solução.

Duas consequências que derrubam projeto:

- **A alternativa costuma não vir de um concorrente óbvio.** A maior alternativa às ferramentas de colaboração online não é outra ferramenta: é e-mail.
- **Não fazer nada é alternativa viável**, se a dor não for aguda o bastante.

No caso que o Maurya narra, a hipótese da equipe era competir com Flickr e SmugMug. As entrevistas mostraram que **60% dos clientes usavam apenas e-mail**. Toda a estratégia mudou.

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## Similares = concorrentes + referências

### Concorrentes

Soluções que as pessoas adotam para lidar com o problema — **mesmo quando não funcionam bem**.

A definição que vale aqui não é a de setor, é a de função:

> Concorrentes não são os que se parecem materialmente, mas os que **desempenham função semelhante**.

### Referências (ou inspirações)

Soluções que **não têm relação com o problema escolhido**, mas que entregam valor de um jeito que interessa.

> ⚠️ **Refino importante.** O site do Projetão diz que referências "dizem respeito ao **como** da solução". Cuidado: usar a referência como molde de implementação é o caminho mais rápido para uma curva de valor convergente — o padrão que Kim & Mauborgne descrevem como 1.600 vinícolas "diferentes da mesma maneira".
>
> A referência serve primeiro para informar **o quê** e **quanto vale** — qual nível de valor o usuário passou a esperar, e onde há lacuna. O *como* vem depois, e de preferência diferente. Ver **Alternativas existentes e referências — Quest #3** (https://projetao-ufpe.vercel.app/baixar/colar/projetao-03.md).

### Os dois concorrentes que toda equipe esquece

- **A gambiarra** que você achou na Q2. É o concorrente real, e frequentemente é boa.
- **Não fazer nada.** Se a alternativa dominante é a inércia, seu desafio não é ser melhor que um app — é ser melhor que a acomodação.

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## As perguntas da entrega

1. **Quem são os principais concorrentes?** Que soluções são usadas para resolver o mesmo problema que vocês pretendem atacar?
2. **Quais são as principais referências?** Soluções voltadas a outros problemas, mas que inspiram por entregarem algum valor que interessa.
3. **Que valores concorrentes e referências entregam?**
4. **Como eles entregam esses valores?** Funcionalidades e características principais.
5. **Que valores eles NÃO entregam?**

A pergunta 5 sustenta a Q5 inteira. É ali que mora a sua proposta única de valor, se houver uma.

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## Valor não é funcionalidade

A confusão mais frequente da quest, e ela contamina a Q5.

- **Valor** é o benefício percebido: conveniência, segurança, pertencimento, economia de tempo, status.
- **Funcionalidade** é o mecanismo que entrega o valor: notificação push, mapa, ranking.

"Tem notificação" não é valor. "Não me deixa esquecer" é valor; a notificação é um dos jeitos de entregá-lo — e pode não ser o melhor.

Monte a tabela em **duas colunas separadas**. Se ficarem idênticas, você preencheu funcionalidade nas duas.

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## O procedimento

1. **Volte à Q2** e liste os 2–3 problemas.
2. **Pergunte a campo:** "como você resolve isso hoje?" — e depois "pode me mostrar?". A resposta é a sua lista inicial, e é mais confiável que a busca na web.
3. **Amplie o espaço competitivo** pelas seis fronteiras, não pela lista de apps do setor. → **As seis fronteiras — Quest #3** (https://projetao-ufpe.vercel.app/baixar/colar/projetao-03.md)
4. **Amplie com busca** (🟢 coprodução aqui a IA acelera muito): concorrentes diretos, indiretos, funcionais, internacionais, e os que já morreram — concorrente que fechou é informação valiosa.
5. **Verifique cada um.** Abra. Use, se der. Preço, público, o que promete. A IA vai citar produtos descontinuados e features que não existem mais.
6. **Teste os principais com usuários**, se der tempo — mesmas tarefas, mesmo roteiro, para você e para eles. → **Teste competitivo e auditorias — Quest #3** (https://projetao-ufpe.vercel.app/baixar/colar/projetao-03.md)
7. **Separe valores de funcionalidades** em duas colunas.
8. **Monte a matriz de avaliação de valor dos concorrentes.** Só deles, ainda não a sua. → **Matriz de avaliação de valor — Quest #3** (https://projetao-ufpe.vercel.app/baixar/colar/projetao-03.md)
9. **Marque os vazios.** Que valor ninguém entrega, ou todos entregam mal — e por quê.

O passo 9 tem uma pergunta implícita que vale a nota: **por que esse vazio existe?** Frequentemente há um motivo estrutural — é caro, é chato, dá pouco lucro, é regulado — e esse motivo também vai valer para você. Descobrir isso na Q3 é barato.

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## Referências desta quest

| Arquivo | Quando |
|---|---|
| **As seis fronteiras — Quest #3** (https://projetao-ufpe.vercel.app/baixar/colar/projetao-03.md) | No início. Como redefinir o espaço competitivo — setores alternativos, grupos estratégicos, cadeia de compradores, ofertas complementares, apelo funcional/emocional, tempo |
| **Alternativas existentes e referências — Quest #3** (https://projetao-ufpe.vercel.app/baixar/colar/projetao-03.md) | Ao montar a lista. O conceito de alternativa existente, âncora de preço, e o que fazer com referências |
| **Matriz de avaliação de valor — Quest #3** (https://projetao-ufpe.vercel.app/baixar/colar/projetao-03.md) | Ao consolidar. Como montar a matriz dos concorrentes, o que os eixos significam, como ler convergência |
| **Teste competitivo e auditorias — Quest #3** (https://projetao-ufpe.vercel.app/baixar/colar/projetao-03.md) | Se houver tempo de testar. Teste competitivo, auditoria de conteúdo e de experiência |
| **Autodiagnóstico — Quest #3** (neste arquivo) | Antes de entregar |

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### Antes de registrar pessoas

| Arquivo | Quando |
|---|---|
| `../../metodo/consentimento.md` | Antes de ir perguntar "como você resolve hoje?" |

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### Técnicas desta quest

Fichas curtas de consulta rápida. Abra quando o procedimento acima mencionar a técnica.

| Ficha | Para quê |
|---|---|
| **Percepção de Valor** (https://projetao-ufpe.vercel.app/baixar/colar/projetao-03.md) | o que é valor, e por que não é preço nem funcionalidade |
| **Usuário afoito (*early adopter*)** (https://projetao-ufpe.vercel.app/baixar/colar/projetao-03.md) | com quem confirmar as alternativas |
| **Entrevistas** (https://projetao-ufpe.vercel.app/baixar/colar/projetao-03.md) | a pergunta "como você resolve hoje?" |

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## Perguntas frequentes

**"E se já existe alguém fazendo exatamente isso?"**
Ótima notícia — significa que o problema é real, e alguém já pagou para descobrir isso. A pergunta passa a ser: o que essa pessoa não entrega, e por quê? Ver o passo 9.

**"A equipe demora muito para se alinhar e decidir."**
Se decisões travam, há dificuldade de entrosamento. Isso quase sempre melhora quando o grupo consegue estar concentrado na mesma coisa ao mesmo tempo, de preferência no mesmo lugar. A tecnologia permite distribuir o trabalho, mas discutir presencialmente costuma destravar.

**"Quantos concorrentes preciso listar?"**
Não há número. O critério é cobertura: se todos os seus similares vêm do mesmo setor e da mesma faixa de preço, você mapeou um grupo estratégico, não o espaço competitivo.

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## Bibliografia desta quest

| Obra | O que ela dá para a Q3 |
|---|---|
| **Kim & Mauborgne — A estratégia do oceano azul** | As seis fronteiras, a matriz de avaliação de valor, as armadilhas do oceano vermelho |
| **Maurya — Running Lean** | Alternativa existente, âncora de preço, a pergunta certa na entrevista |
| **Hanington & Martin — Universal Methods of Design** | Teste competitivo (15), inventário e auditoria de conteúdo (18), auditoria de experiência (25) |
| **Anderson — A cauda longa** | O que muda quando o mercado é de nicho e a rivalidade deixa de ser soma zero |
| **Osterwalder & Pigneur — Business Model Generation** | O mapa de ambiente: forças de mercado, da indústria, tendências e macroeconomia |
| **Ries — A startup enxuta** | Bibliografia oficial da quest no site |

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# Modo de IA — como esta disciplina trata o uso de inteligência artificial

Leia isto antes de trabalhar em qualquer quest. Vale para o aluno e para a IA que o acompanha.

## A premissa

**Todo aluno usa IA.** Não é concessão nem tolerância — é o ponto de partida da disciplina. Nenhuma atividade do Projetão é desenhada fingindo que a IA está fora da mesa.

Disso decorrem duas consequências que mudam o trabalho.

**A régua sobe.** Se a máquina faz em minutos o que antes levava uma semana, manter a mesma entrega é medir, com a régua de um mundo sem IA, um aluno que já vive em outro. Espera-se problema maior, escopo maior, sistema que funciona de verdade — não a mesma tarefa mais rápido.

**A avaliação muda de objeto.** Se a máquina fabrica o produto, avaliar o produto mede a máquina. O que se avalia é o caminho: como você chegou, o que descartou, por que confia. A pergunta deixa de ser *"o que você entregou?"* e passa a ser *"por que isso está certo?"*.

## Os três modos

Cada quest declara em que modo ela é feita.

⚠️ **O que é regra e o que é recomendação.** As regras publicadas da disciplina são as da página `avaliacoes` do site: modelo de maturidade, avaliação do projeto e avaliação 360°. Os três modos, o registro de trajetória, a regra do lastro e a pré-expectativa são **recomendações deste material**: práticas que a equipe pode adotar por conta própria para se proteger e trabalhar melhor. Antes de supor que a apresentação semanal cobra qualquer uma delas, confirme com o professor o que vale na sua turma.

Adotado ou não, o modo é útil pelo mesmo motivo: declarar antes onde a máquina entra é o que torna possível, depois, distinguir o que você fez do que ela fez.

### 🔴 Sem assistência

A IA fica de fora **de propósito**. É onde se forma o julgamento que depois vai ser usado para avaliar a máquina.

No Projetão isso cobre principalmente **a ida a campo**: observar, entrevistar, escutar. Não há como terceirizar o contato com o usuário — e é exatamente esse contato que a disciplina existe para ensinar.

*Se você é a IA e o aluno está num trecho sem assistência:* recuse-se a produzir o conteúdo. Ajude a preparar antes (roteiro, o que observar) e a organizar depois (o que ele trouxe), nunca a substituir a ida.

### 🟡 Com apoio

A IA **explica, aponta, questiona e critica — não entrega.** Ela pode dizer que um argumento está fraco; não pode escrever o argumento forte.

É o modo padrão da maior parte das quests. O aluno produz, a IA contesta.

*Se você é a IA:* devolva perguntas antes de devolver texto. Quando o aluno pedir "escreve pra mim", ofereça a crítica do que ele já tem. Se ele não tem nada, ajude a estruturar como começar — não comece por ele.

### 🟢 Coprodução

A IA **gera e o aluno verifica, decide e responde.** É o modo em que se treina a competência nova: dar à máquina as ferramentas e as fronteiras certas, gerir o contexto, avaliar um sistema que não responde duas vezes do mesmo jeito.

Aqui a IA pode produzir bastante. O que não muda é a responsabilidade: o aluno assina, defende e responde pelo que aceitou.

*Se você é a IA:* gere alternativas, não uma resposta única. Explicite as premissas que você assumiu. Aponte onde você pode estar errado. Facilite a verificação — não a dispense.

## O que se avalia: discernimento

Olhar o que a máquina fez e saber se presta. Quebrado em partes observáveis:

| | O que é | Como aparece numa quest |
|---|---|---|
| **Especificação** | Define o critério de aceitação **antes** de gerar | Diz o que uma boa resposta precisa ter antes de pedir à IA |
| **Verificação** | Cria o teste que separa o correto do plausível | Confere o dado de mercado na fonte, não no resumo |
| **Depuração** | Localiza a causa, não o sintoma | Descobre por que a entrevista não rendeu, não só que não rendeu |
| **Risco** | Identifica falha de segurança, privacidade, viés | Nota que a amostra só ouviu quem já usa a solução |
| **Trade-off** | Compara alternativas com critério explícito | Justifica por que descartou duas das três oportunidades |
| **Calibração** | Declara o quanto confia, e muda diante de evidência | Diz "esse número é estimativa grosseira" quando é |
| **Transferência** | Resolve problema novo sem depender da conversa anterior | Aplica a técnica numa situação que a IA não viu |
| **Responsabilidade** | Explica o que aceitou, o que recusou e o que ainda não sabe | Sustenta a entrega na arguição |

## O registro de trajetória

Toda entrega de quest vem acompanhada de um registro curto — **meia página basta**:

1. **Modo** em que a quest foi feita, e onde você saiu dele (se saiu).
2. **O que a IA gerou e você descartou** — e por quê. Este é o item mais informativo dos quatro.
3. **O que você verificou** e como. Que afirmação você foi conferir na fonte?
4. **O que ainda não sabe.** Incerteza declarada não tira ponto; incerteza escondida, sim.

Não é burocracia de controle. É o material sobre o qual a nota é formada — e o único jeito de o mérito do aluno aparecer quando o artefato poderia ter saído de qualquer lugar.

## O que a disciplina não faz

- **Não usa escore de detector de IA como prova.** Detectores erram de forma desigual: num teste com redações do **TOEFL** escritas por humanos, sete detectores classificaram como geradas por IA **61%** das redações de quem não é falante nativo de inglês, contra **5%** das de nativos (Liang, Yuksekgonul, Mao, Wu & Zou, *GPT detectors are biased against non-native English writers*, arXiv:2304.02819, 2023 — publicado em *Patterns*). ⚠️ O estudo mede texto em inglês; não há medida equivalente para português, e um contra-estudo do ETS com detectores mais recentes encontra viés menor (Jiang, Bosch, Attali & LaFlair, *Do AI detectors discriminate against non-native English writers?*, ETS Research, 2024). O ponto que sustenta a decisão não depende do número exato: **detector produz suspeita, não prova**, e o erro não se distribui por igual.
- **Não trata declaração de não-uso como mecanismo de controle.** Além de não ser cumprida pela maioria, expõe justamente quem declara com honestidade.

O que substitui os dois é mais trabalhoso e é o que forma: avaliar o processo e o raciocínio.

## Duas obrigações que valem nos dois sentidos

**Acesso.** Assumir que todo aluno usa IA e deixar cada um arcar sozinho com a ferramenta converteria capacidade de pagamento em desempenho. A disciplina se compromete a viabilizar acesso por modelos gratuitos, quotas e parcerias. Se você está sem acesso, isso é problema da disciplina, não seu — avise.

**Custo.** Use o modelo adequado à tarefa, não o maior por reflexo, e declare a escolha quando ela for relevante. Formar alguém para usar bem uma tecnologia inclui formá-lo para perguntar quanto ela custa — e não apenas em dinheiro.

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*Baseado no manifesto do Porto Digital sobre formação em tecnologia na era da IA (Residência Tecnológica, 2026). A adoção no Projetão está em curso: o que funcionar e o que não funcionar será medido e publicado.*

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# Consentimento e dados de terceiros

Este material manda você fotografar pessoas em campo, gravar entrevistas, gravar tela de teste de usabilidade e registrar nome e contato de quem foi ouvido. Tudo isso é **dado de outra pessoa**. Ela não é sua colega de equipe nem parte do projeto: ela cedeu meia hora do dia dela.

O que segue é o mínimo para que a coleta seja honesta. Não é assessoria jurídica, e não substitui o que o professor ou o comitê de ética da instituição determinar. Se o seu projeto envolve **saúde, crianças e adolescentes, população em situação de vulnerabilidade, dados de pessoas identificáveis em contexto sensível ou qualquer forma de dado que possa expor alguém**, pare aqui e pergunte ao professor antes de ir a campo.

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## A regra curta

**Pergunte antes, em voz alta, e aceite o não.**

Três frases, ditas no começo da conversa, resolvem a maior parte dos casos:

> "Sou aluno da UFPE, estou fazendo um trabalho de disciplina sobre *[tema]*. Posso te fazer umas perguntas por uns 20 minutos?"
>
> "Posso gravar só o áudio, para eu não perder nada? Fica com a minha equipe e com o professor da disciplina, que confere o trabalho; ninguém mais ouve, e eu apago no fim do semestre."
>
> "Se em algum momento você quiser parar, ou quiser que eu tire alguma coisa, é só falar."

Se a pessoa hesitar na segunda, **não grave** — anote. Uma entrevista anotada vale mais que uma gravação que a pessoa cedeu constrangida.

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## O que muda conforme o registro

| Registro | O que fazer |
|---|---|
| **Anotação escrita** | Avise que está anotando. Não registre nome completo se não precisar dele. |
| **Áudio** | Peça na hora, com a gravação **ainda desligada**. Comece a gravação pedindo de novo, agora gravado: assim o consentimento fica no próprio arquivo. |
| **Foto de pessoa identificável** | Peça. Se for espaço público e a pessoa não é o assunto (multidão, movimento do lugar), enquadre de modo que ela não seja identificável. |
| **Foto de lugar, objeto, fila, cartaz** | Livre, desde que não capture rosto, documento nem tela com dado de alguém. |
| **Foto de gambiarra** | **Peça.** Gambiarra quase sempre documenta alguém contornando uma regra do próprio trabalho — o exemplo canônico da disciplina é discutir caso clínico por WhatsApp. A pessoa é identificável pelo contexto mesmo sem aparecer, e a foto pode custar o emprego dela. Fotografe só com permissão, e descreva sem nomear o local se houver qualquer risco. |
| **Vídeo ou gravação de tela em teste de usabilidade** | Peça explicitamente e diga o que vai ser gravado (a tela e a voz, não o rosto — é o padrão, e basta). |
| **Nome e contato** | Só colete se você **vai** usar: para voltar a falar com a pessoa, ou para o professor conferir. Guarde separado das respostas. |

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## Observação em espaço público

Observar o movimento de uma praça, de uma fila, de um ginásio não exige pedir permissão a cada pessoa — mas exige três cuidados:

1. **Não registre rosto, placa, crachá, documento ou tela alheia** sem pedir.
2. **Se alguém perguntar o que você está fazendo, responda a verdade.** Você é aluno, está fazendo um trabalho, e vai embora. Observador que se esconde perde o direito de estar ali.
3. **Se o lugar tem dono ou responsável** — comércio, escola, posto de saúde, empresa —, apresente-se a ele antes. Entrar sem avisar e depois ser descoberto queima o campo para você e para as próximas turmas.

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## Campo virtual

A Q1 diz que **espaço virtual conta**, e boa parte das técnicas tem versão à distância. As regras mudam:

| Situação | O que fazer |
|---|---|
| **Observar comunidade online** (grupo, fórum, comentários) | Ler é uma coisa; **reproduzir** é outra. Não cole print com nome de usuário, foto de perfil ou texto que identifique alguém. Parafraseie, ou peça autorização à pessoa. Grupo fechado não é espaço público: entrar para pesquisar sem dizer a que veio é o mesmo que observar escondido. |
| **Chamada de vídeo** | Peça para gravar **antes** de apertar o botão, e de novo já gravando. Diga se o rosto entra ou só a voz. Ferramenta que transcreve sozinha também é gravação: avise. |
| **Teste de usabilidade remoto** | Grave tela e voz, não a câmera. Lembre a pessoa de fechar aba, notificação e qualquer coisa pessoal antes de compartilhar a tela — a responsabilidade de avisar é sua. |
| **Formulário** | Não peça dado que você não vai usar. Se pedir e-mail ou telefone, diga para quê, e não torne obrigatório. |
| **Print de conversa** (WhatsApp, chat) | É dado de duas pessoas, não de uma. Peça às duas, ou tarje. |

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## A pessoa pode mudar de ideia depois

Consentimento não é assinatura que encerra o assunto. Se a pessoa procurar você depois da conversa e pedir para retirar o que disse, ou apagar a gravação, **atenda** — mesmo que já esteja na entrega. Diga isso a ela no começo:

> "Se depois você quiser que eu tire alguma coisa, me avisa que eu tiro."

Guarde um jeito de encontrar o material dela: se você não sabe qual gravação é de quem, não consegue cumprir a promessa.

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## E a lei

No Brasil vale a **LGPD** (Lei 13.709/2018). Você não precisa virar especialista, mas três noções mudam decisões concretas:

- **Dado pessoal** é o que identifica alguém — nome, telefone, e-mail, imagem, voz, e também o que identifica **por combinação** ("o enfermeiro do turno da noite daquele posto").
- **Dado sensível** — saúde, origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação sindical, vida sexual, biometria — tem regra mais estrita. Se o seu projeto encosta nisso, fale com o professor **antes** de coletar.
- **Finalidade e prazo:** você coleta para o trabalho da disciplina, e apaga no fim do semestre. Usar depois para outra coisa — um artigo, uma startup, um portfólio — é outra finalidade e exige pedir de novo.

⚠️ Isto é orientação de bolso, não parecer jurídico. Em dúvida, pergunte ao professor.

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## Quem não pode consentir sozinho

- **Menores de 18 anos:** o consentimento é de quem responde por eles. Se o seu projeto é sobre adolescentes, isso não é detalhe de execução — é uma restrição de escopo que muda o cronograma. Fale com o professor **antes da Q1**.
- **Pessoa em situação de dependência em relação a você** (seu funcionário, seu aluno, alguém que espera algo de você): o "sim" dela não é livre. Procure outra pessoa.
- **Pessoa que não entendeu o que você pediu.** Se você não conseguiu explicar em duas frases o que vai fazer com o material, o problema é seu, não dela.

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## Enquanto o material existe

- **Guarde no lugar da equipe, não no seu celular pessoal** — e num lugar em que quem saiu da equipe deixa de ter acesso.
- **Não publique bruto.** Nem no repositório do projeto, nem no slide do Demoday, nem no grupo da turma. Na apresentação vai o **achado**, não a gravação; se for indispensável mostrar um trecho, peça de novo à pessoa, especificamente para isso.
- **Anonimize na entrega.** "Jorge, 53 anos, usuário do parque" é persona. "Jorge Silva, (81) 9xxxx-xxxx, mora na rua tal" é dado pessoal e não entra em documento que circula.
- **Apague no fim do semestre.** Diga isso à pessoa no começo, e depois cumpra.

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## O que a IA não faz aqui

Este é um ponto em que a máquina não ajuda, e tentar usá-la piora:

- **Não peça à IA que invente a fala de um entrevistado**, nem para "completar" uma entrevista curta. Se você tem cinco minutos de conversa e precisa de vinte, volte a campo.
- **Não cole gravação nem transcrição com nome, contato ou dado de saúde de terceiro** numa ferramenta de IA sem saber o que ela faz com aquilo. Anonimize antes: troque nomes por iniciais, tire telefone e endereço.
- **Transcrever e organizar o que a pessoa disse** é uso legítimo (🟡 com apoio). **Escrever o que ela teria dito** não é uso: é invenção de evidência, e é o erro que mais desqualifica um projeto.

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## O teste de uma frase

Antes de registrar qualquer coisa, pergunte-se:

> **Se essa pessoa visse depois o que eu guardei, e onde guardei, ela se sentiria enganada?**

Se a resposta for "talvez", peça de novo — agora explicando a parte que você não explicou.

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## Fontes

- **IDEO**, *HCD Toolkit* (pt-BR) — a fase *Ouvir*: apresentar-se, explicar o propósito e pedir permissão antes de registrar
- **Holtzblatt, Wendell & Wood**, *Rapid Contextual Design* — o acordo explícito com o participante no começo da sessão de indagação contextual
- **Steve Krug**, *Não me faça pensar* / *Rocket Surgery Made Easy* — a prática de gravar tela e voz, não rosto, e de avisar o participante do que está sendo gravado. Krug vai além e prescreve um **formulário de autorização de gravação, assinado antes da sessão**; num trabalho de disciplina o pedido verbal gravado costuma bastar, mas se a sessão vai ser gravada em vídeo, ou o material pode sair da equipe, use o formulário
- **Lei 13.709/2018 (LGPD)** — as noções de dado pessoal, dado sensível, finalidade e prazo
- ⚠️ O restante deste arquivo é **orientação da disciplina**, não regra publicada no site do Projetão nem parecer jurídico. Em projeto que envolva população vulnerável ou dado sensível, a palavra final é do professor e do comitê de ética da instituição.

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# Autodiagnóstico — Quest #3

Faça este exercício **antes** de entregar. É o mesmo que o mentor vai fazer depois.

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## Os dois milestones que abrem aqui

A Q3 alimenta dois dos treze milestones, avaliados separadamente: **Problema** (compreensão do problema efetivo que se tenta resolver) e **Similares** (profundidade sobre concorrentes, práticas e boas referências). A escala 0–5 está em `metodo/avaliacao.md`.

O salto 3 → 4 tem forma específica aqui: sair de *"listamos os concorrentes"* para *"sabemos o que cada um entrega, o que nenhum entrega, e por que esse vazio existe"*.

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## Milestone **Problema**

### 1. Formulação

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|---|---|
| **2** | O problema é a ausência da sua solução ("as pessoas não têm um sistema para X"). |
| **3** | É um problema de verdade, mas enunciado de forma tão ampla que serviria a vários projetos. |
| **4** | Enunciado como incômodo observado, com quem sente, em que situação, e com que frequência. |
| **5** | O acima, mais o que a equipe **descartou** do enunciado original e por quê. |

### 2. Evidência de que o problema é sentido

| | |
|---|---|
| **2** | "É um problema conhecido." |
| **3** | Relato de entrevista, sem verificação de comportamento. |
| **4** | Para cada problema, há gente que **faz alguma coisa** a respeito — gambiarra, produto pago, processo manual — e a equipe descreve o quê. |
| **5** | O acima, mais o registro de quem convive sem fazer nada, e o que isso diz sobre o tamanho da oportunidade. |


### 3. Alternativa existente e dimensionamento

| | |
|---|---|
| **2** | "Não existe nada parecido", e um número grande citado sem fonte. |
| **3** | Alternativas listadas sem preço nem satisfação; fonte citada, mas genérica ou lida em resumo. |
| **4** | Para cada problema, **como o cliente resolve isso hoje**, com preço e satisfação, incluindo a gambiarra e o "não fazer nada" — e a bifurcação respondida com dado de fonte primária, com ano, conferido. |
| **5** | O acima, com a âncora de preço explicitada e o reconhecimento de onde o dado **não** cobre o que a equipe observou. |

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## Milestone **Similares**

### 4. Cobertura do espaço competitivo

| | |
|---|---|
| **2** | Cinco aplicativos do mesmo setor, achados na mesma busca. |
| **3** | Lista mais larga, mas todos na mesma faixa de preço e atendendo ao mesmo papel de compra. |
| **4** | A lista passa no teste das seis fronteiras: há similar de outro setor, de outra faixa de preço, atendendo a outro papel, fora do momento "durante", com outro apelo, e um produto que morreu. |
| **5** | O acima, com a explicação de por que cada fronteira devolveu o que devolveu — inclusive as vazias. |

### 5. Valor separado de funcionalidade

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|---|---|
| **2** | Uma coluna só, ou duas colunas com o mesmo conteúdo. |
| **3** | Colunas separadas, mas a de valor ainda contém mecanismo ("tem mapa", "manda notificação"). |
| **4** | A coluna de valor descreve benefício percebido, na língua do usuário; a de funcionalidade descreve mecanismo. Dá para trocar o mecanismo sem trocar o valor. |
| **5** | O acima, com um caso em que o mesmo valor é entregue por mecanismos diferentes em concorrentes diferentes. |

### 6. Verificação

| | |
|---|---|
| **2** | A lista veio de uma conversa com IA, ou de uma matéria, e ninguém abriu nada. |
| **3** | Os principais foram abertos; os demais, não. |
| **4** | Cada similar foi aberto, com preço, público e promessa conferidos na fonte, com data. Os não verificáveis estão marcados como tal. |
| **5** | O acima, mais teste com usuários em dois similares, com tarefas idênticas. |

### 7. Referências

| | |
|---|---|
| **2** | Não há referências, ou as "referências" são concorrentes. |
| **3** | Há referências, mas registradas como inspiração de interface. |
| **4** | Cada referência tem o **valor** separado do **mecanismo**, e a equipe diz que expectativa ela criou no usuário. |
| **5** | O acima, com hipótese explícita de mecanismo **diferente** para entregar o mesmo valor no contexto do projeto. |

### 8. Os vazios

| | |
|---|---|
| **2** | Não há coluna de "valor que não entregam". |
| **3** | Os vazios estão listados, mas sem explicação. |
| **4** | Os vazios estão nomeados e há uma hipótese de **por que cada um existe** — é caro, é chato, dá pouco lucro, é regulado, exige escala. |
| **5** | O acima, com a avaliação honesta de quais desses motivos também valem para a equipe. |

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## Checklist rápido

- [ ] A análise foi feita **por problema**, ou em geral?
- [ ] A gambiarra da Q2 e o "não fazer nada" estão na tabela, como linhas próprias?
- [ ] Eu **abri** cada similar que estou citando, e tenho o preço com data?
- [ ] As minhas duas colunas — valor e funcionalidade — estão diferentes uma da outra?
- [ ] Algum similar da lista **não** veio de busca por palavra-chave?
- [ ] Consigo dizer, em uma frase, o que cada concorrente promete?
- [ ] Para cada vazio, tenho uma hipótese de por que ele existe?
- [ ] As curvas de valor dos meus concorrentes se parecem entre si — e eu percebi isso?

**Sinal de alerta:** se todos os seus similares vêm do mesmo setor e da mesma faixa de preço, você mapeou um grupo estratégico, não o espaço competitivo.

**Segundo sinal:** se você não achou nenhum concorrente, o problema é da busca, não do mercado. Volte à pergunta de campo: *como você resolve isso hoje?*

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## Registro de trajetória (modo de IA)

Meia página, entregue junto. A Q3 é a quest em que o registro mais rende, porque é onde a IA mais gera e mais erra.

1. **Modo em que a quest foi feita, e onde você saiu dele.**
   *Na Q3, o levantamento é 🟢 coprodução e a análise de valor é 🟡 com apoio.*

2. **O que a IA gerou e você descartou — e por quê.**
   *Típico da Q3: produtos descontinuados, funcionalidades que não existem mais, preços desatualizados, concorrentes que nunca existiram. Diga quantos itens da lista gerada sobreviveram à verificação — essa fração já é um resultado.*

3. **O que você verificou, e como.**
   *Quais preços você conferiu na página oficial, em que data, e onde a IA estava errada.*

4. **O que ainda não sabe.**
   *Exemplos honestos: "não testamos o concorrente X porque exige assinatura paga"; "não achamos ninguém que já tivesse usado a alternativa Y".*

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## Como o mentor vai ler

1. **"Como as pessoas resolvem isso hoje?"** Se a resposta for "não resolvem", a Q2 não foi bem feita.
2. **"Por que esse vazio existe?"** A pergunta que separa 3 de 4. Se ninguém entrega aquele valor, alguém já tentou e desistiu — ou o custo é proibitivo.
3. **"O que vocês testaram, e o que só leram?"** Uma lista de similares não verificados é uma lista de hipóteses.
4. **"Se já existe alguém fazendo isso, por que vocês?"** A resposta certa não é "faremos melhor". É o que a matriz mostra que ninguém está fazendo.

Divergência entre a sua auto-avaliação e a leitura do mentor é informação útil, não constrangimento.

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> Versão leve. As referências completas desta quest estão em
> https://projetao-ufpe.vercel.app/baixar/colar/projetao-03.md
